quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tratamento cosmético para homens

Cada vez mais homens se submetem a cortes e espetadas para parecer mais jovens Na clínica de George Roman em Londres as mulheres fazem fila para ser atendidas por um dermatologista cosmético famoso por fazer desaparecer rugas e marcas de expressão. Mas ultimamente elas estão tendo que dividir a sala de espera com homens. Nos últimos anos Roman vem tratando uma série de banqueiros e empresários em Londres e Paris. Eles não querem ficar mais bonitos, ele diz, só “mais joviais e menos preocupados”. Geralmente, um pouco de Botox, uma toxina que congela os músculos, dá conta das linhas mais profundas na testa, que podem aparecer em homens acima dos 40 anos, principalmente se eles passam o dia inteiro cerrando os olhos na frente da tela do computador. Outros tratamentos populares usam lasers, que dão um aspecto mais vivaz ao tom da pele, e preenchimentos cosméticos para aqueles com rugas profundas entre o nariz e a boca. Os ingleses, diz Roman, são grandes gastadores. E não é para menos: o tratamento com Botox custa a partir de 300 libras (477 dólares). Procedimentos mais complexos podem chegar a custar o dobro disso. Os franceses costumam ir junto com suas esposas; os britânicos vão sozinhos. Exatamente 336.834 aplicações de Botox foram feitas em homens norte-americanos em 2010, 9% a mais do que em 2009, de acordo com a Sociedade Norte-Americana de Cirurgiões Plásticos. Mas o número de mulheres com caras congeladas ainda supera em 15 vezes o de homens. Tratamentos de beleza menos invasivos em homens também estão crescendo. A Mintel, que faz pesquisas de mercado, diz que as vendas de produtos de beleza para homens na França, Alemanha, Espanha, Grã-Bretanha e Itália subiram 8% entre 2005 e 2010, apesar da recessão, e deve crescer mais 8% até 2014. Hidratantes são os mais comprados na França, Grã-Bretanha e Espanha. Os alemães e italianos preferem comprar desodorantes. Matthew Soobroy, um estilista no salão Charles Worthington em Londres, reconhece um “grande salto” no número de homens que pedem para pintar o cabelo, ou para aparar suas barbas. Fonte: The Economist

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