quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Série de ataques deixa 50 mortos no Iraque
Forças de segurança eram os alvos dos atentados
Estados Unidos - Pelo menos 50 pessoas morreram nesta quinta-feira em uma série de ataques em diferentes pontos de Bagdá e na província de Salah ad-Din, ao norte da capital iraquiana, informaram fontes policiais e do Ministério do Interior. Em Bagdá, quatro carros-bomba e três artefatos explosivos, além de dois ataques armados, deixaram pelo menos 20 mortos e 64 feridos em diferentes bairros, com predomínio sunita, xiita e cristão.
Enquanto isso, na província de Salah ad-Din, pelo menos nove pessoas morreram e 39 ficaram feridas pela explosão de quatro carros-bomba. O atentado mais sangrento aconteceu no distrito de Al Kazimiya, no norte de Bagdá, onde pelo menos seis pessoas perderam a vida e outras 15 ficaram feridas pela detonação, nas cercanias de um restaurante, de um veículo carregado com explosivos.
Outras seis pessoas, a maioria policiais, morreram e outras três acabaram feridas pelos disparos de um grupo armado que atacou um posto de controle na zona de Al Sarafiya, no centro da cidade. Além disso, foram registrados dois mortos e nove feridos após a explosão de dois artefatos e os disparos de pistolas com silenciadores no bairro de Al Saidiya, no sudoeste de Bagdá.
Também houve ataques nos distritos de Mansur, Al Madaem e Karrada, onde foram detonados carros-bombas e uma bomba, que deixaram ao menos seis mortos e mais de 30 feridos. Enquanto isso, em Salah ad-Din, a maioria dos atentados teve como alvo edifícios governamentais e a sede da União Patriótica do Curdistão, o partido do presidente iraquiano, Jalal Talabani, nas zonas de Biji, Al Dujail, Balad e Al Tuz.
Desses ataques, o mais mortífero foi o de Balad, onde cinco pessoas perderam a vida e 25 ficaram feridas. O Iraque vive uma escalada da violência desde a retirada das tropas americanas, em 18 de dezembro passado, e a emissão, um dia depois, de uma ordem de detenção contra o vice-presidente sunita do país, Tareq al Hashemi, por supostos delitos de terrorismo.
Fontes: O Dia/EFE
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