domingo, 26 de fevereiro de 2012

França e Alemanha retiram funcionários de instituições afegãs

A França e Alemanha decidiram retirar todos os seus funcionários civis destacados nas instituições afegãs, na sequência do assassinato de dois conselheiros militares norte-americanos no edifício do ministério do Interior, anunciaram hoje responsáveis dos dois países. "O embaixador da França no Afeganistão vai proceder sem demoras à retirada provisória de todos os agentes públicos franceses colocados nas instituições afegãs, para garantir a sua segurança", indicou em Paris o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros. Em Berlim, o ministério do Desenvolvimento anunciava em paralelo a retirada de 50 especialistas alemães e de outros conselheiros internacionais dos ministérios e edifícios governamentais em Cabul. "A saída destes funcionários é uma pura medida de precaução e deverão retomar o seu trabalho quando a situação acalmar", refere uma nota do ministro Dirk Niebel. Entretanto, uma fonte governamental afegã revelou os detalhes sobre a morte no sábado dos dois oficiais norte-americanos no ministério do Interior, na sequência de uma discussão com colegas afegãos em torno dos exemplares do Corão queimados terça-feira numa base norte-americana. Os dois conselheiros dos EUA "qualificaram o Corão como um livro nefasto [na presença do seu colega afegão]. Houve uma discussão. De seguida, ele enervou-se e disparou", referiu. "Nesse dia, estavam a observar vídeos de manifestações em Cabul. Os conselheiros, descontentes, denegriam os manifestantes, insultavam-nos", prosseguiu a mesma fonte, acrescentando que os dois norte-americanos "ameaçaram" o colega afegão. "Foram encontradas oito balas perto dos dois cadáveres", que foram descobertos uma hora após o incidente, pelo facto de a sala onde se encontravam ser insonorizada. O responsável disse ainda que estas informações foram obtidas após um visionamento dos vídeos de segurança no local. O autor dos disparos, que permanece em fuga, foi identificado como Abdul Saboor, 25 anos, de acordo com a cadeia televisiva Tolo News. O suspeito, que estudou no Paquistão, foi admitido no ministério do Interior em 2007 como motorista, antes de ser treinado e promovido a agente policial. Fonte: Correio da Manhã/Portugal

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