sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Curitiba tem melhor saldo de janeiro e mantém níveis de ‘pleno emprego’
No mês de janeiro, foram criados 4.237 postos formais de emprego em Curitiba – um aumento de 0,6% no número de trabalhadores formais. O volume de empregos criados no mês foi o maior da série histórica iniciada em 2000. Em relação a janeiro de 2011, o aumento foi de 54,2%. Com o saldo do mês, Curitiba alcança um estoque de 725.736 trabalhadores com carteira assinada.
Em janeiro, foram admitidos 40.192 trabalhadores formais e desligados 35.955, o que resultou no saldo de 4.237 novos empregos. “Apesar da geração elevada de postos de trabalho, o número de desligamentos também é muito alto, evidenciando uma alta rotatividade dos postos de trabalho em Curitiba”, adianta o secretário de Trabalho, Paulo Bracarense.
Os números observados por Bracarense são do Caged e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (23). No Paraná foram criadas 14.653 vagas em janeiro e na Região Metropolitana de Curitiba, 5.647 vagas foram abertas no mês. A variação, em todas as regiões, foi de aproximadamente 0,6%. Nas demais capitais do Sul, houve perda de 224 vagas em Porto Alegre e criação de 944 novos postos de trabalho formais em Florianópolis.
O saldo de empregos em Curitiba por atividade apresentou os melhores resultados nos setores dos serviços e da construção civil. Juntos, os dois setores apresentaram saldo de 4.120 novos postos formais em janeiro. A indústria de transformação também foi um dos maiores geradores de empregos no mês, com saldo positivo de 915 novos postos.
Pleno emprego – Curitiba também mantém a menor taxa de desemprego entre as capitais. A taxa de desocupação na região metropolitana da capital paranaense foi de 3,8% em janeiro. E como, historicamente, Curitiba tem taxa 0,5% menor que a registrada na RMC, a desocupação ficou em 3,3% – níveis de pleno emprego.
Os dados são da pesquisa mensal de emprego, realizada pelo IBGE/Ipardes. A taxa da RMC é a menor entre as seis regiões metropolitanas inferior também à média nacional, que ficou em 5,5%. É também a segunda menor taxa da série histórica para janeiro, superior apenas aos 3,5% de janeiro de 2011.
“Há mais de um ano, Curitiba vive ciclo permanente de oferta de empregos. O trabalhador curitibano busca atualmente a qualificação para melhorar o seu salário, condições de trabalho e outros benefícios. É na qualificação que vamos atuar de forma permanente”, diz Bracarense.
O rendimento médio do trabalhador na RMC em janeiro foi de R$ 1.853,50 – valor que representa um crescimento real de 1,7% em relação ao mês anterior e de 5,6 % frente a janeiro de 2011. Esse rendimento, segundo o Ipardes, é o maior dentre todas as regiões metropolitanas. Já a média salarial do trabalhador curitibano, segundo dados do Dieese, está na casa dos 2,2 mil.
Fonte: Correio do Brasil
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