terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Como transformar gordura em ouro

Companhias farmacêuticas fracassam na busca por lucros com tratamentos de perda de peso
A obesidade é uma epidemia para alguns, e uma oportunidade para outros. Mais de dois terços dos norte-americanos estão acima do peso. Encontre uma maneira de lutar contra o problema e enormes lucros podem ser feitos. No dia 22 de fevereiro, uma companhia farmacêutica, a Vivus, deu um pequeno passo na direção desse objetivo. Um comitê da Administração de Drogas e Comida da América (FDA, na sigla em inglês) recomendou que fosse aprovado um remédio dietético da Vivus, o Qnexa. Entretanto, a aguardada aprovação final da pílula pode não sair até abril, se sair. O anúncio serviu em grande parte como um lembrete do tamanho da luta que é transformar gordura em ouro. Companhias farmacêuticas e de aparelhos médicos são razoavelmente boas em tratar as condições que acompanham a obesidade. Entretanto, elas são lastimáveis na hora de ajudar os consumidores a perder peso. Faz 13 anos desde que o FDA aprovou a prescrição da pílula dietética. A droga, o Xenical, da Roche, tem efeitos colaterais gastro-intestinais notórios. O FDA rejeitou o Qnexa, da Vivus, em 2010, preocupado com a segurança das gestantes e a aceleração das taxas cardíacas dos pacientes. Os novos dados da Vivus aparentemente satisfizeram os comitê consultivo do FDA. Entretanto, a agência ainda pode rejeitar o medicamento. Mesmo que o Qnexa seja aprovado, ainda não está claro que os pacientes irão comprá-lo. O Qnexa combina dois tratamentos que já estão disponíveis no mercado. Ambos os medicamentos são genéricos, o que significa que os médicos podem prescrever os já existentes ao invés do Qnexa, que é uma versão mais cara. Por ora, é mais lucrativo tratar pacientes obesos do que tentar torná-los magros. Fonte: The Economist

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