terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Como aproveitar ao máximo o Mar do Norte

Setor de gás e petróleo ainda pode gerar grandes riquezas para o Reino Unido e garantir sua independência energética Há quarenta anos o porto de Aberdeen ficava tão cheio de barcos de pesca que era possível ir de um cais a outro andando por cima deles. Desde então a indústria da pesca decaiu, lá e no resto do Reino Unido. O estaleiro também foi fechado. Mas o porto permanece cheio com enormes carregamentos, navios de sondagem, e petroleiros que agora servem uma indústria bem mais lucrativa: a da exploração de gás e petróleo no Mar do Norte. Desde que eles foram descobertos na costa britânica em 1969, mais de 40 bilhões de barris foram extraídos. Quando o primeiro oleoduto do país no campo de Forties foi aberto em 1975, foi a rainha que apertou o botão dourado na sede da BP em Aberdeen; Harold Wilson, o primeiro ministro, também estava lá. Naquela época, a indústria achava que os poços iam estar no final nos anos 2010 – o imenso campo de Forties seria desativado esse ano. Mas, como em outros campos de petróleo, melhoras na tecnologia, novos donos e altos preços tornaram possível o desenvolvimento constante. Hoje são produzidos por dia no Forties 16 mil barris a mais do que quando ele foi vendido em 2003 pela BP para a Apache, uma empresa com sede no Texas. Estima-se que se petróleo ainda estará sendo extraído do campo em 2027. E ainda pode haver mais achados: a Statoil, a empresa estatal de petróleo da Noruega, fez duas grandes descobertas na sua parte do Mar do Norte no ano passado. A indústria de gás e petróleo ainda é importante para o Reino Unido. O gás de xisto nos arredores de Blackpool pode representar uma grande esperança para a independência energética no futuro, mas o país ainda depende de suas reservas marítimas para produzir 55% de sua energia. Petróleo e gás equivalem a 2,4% do PIB (finanças são 10%, manufaturas 11%). Em 2010 essa indústria investiu mais do que qualquer outro setor, e pagou um quinto dos impostos empresariais do Reino Unido. Fonte: The Economist

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