segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Resseguradora diz que teve prejuízo de € 30 mi com naufrágio de navio

A resseguradora alemã Hannover Rück afirmou nesta segunda-feira que custará € 30 milhões o naufrágio do Costa Concordia, que bateu em pedras na ilha de Giglio, na Itália, no dia 13. No acidente, 13 pessoas morreram e outras 21 estão desaparecidas. A empresa disse que o valor se refere apenas ao próprio barco, que estava segurado em € 395 milhões, a maior quantia paga em um acidente marinho. As partes de responsabilidade civil, as mercadorias transportadas e os custos do resgate das vítimas não estão incluídos. Também não entram na conta da resseguradora os danos ambientais decorrentes do naufrágio. Especialistas estimam que os danos econômicos do acidente possam ficar entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. O resseguro é uma espécie de apólice contratada pela seguradora para um contrato de seguro que pode provocar a quebra da própria empresa, geralmente usada para bens e valores muito elevados. Enzo Russo /Efe Costa Concordia, em naufrágio na ilha de Giglio, na Itália; acidente deixará seguradora com € 30 mi de prejuízo COMANDANTE O comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, não estava sob o efeito de álcool ou drogas no momento do acidente, de acordo com testes feitos pelas autoridades italianas. Os resultados foram revelados nesta segunda-feira e pedidos pela defesa para serem usados como prova. A Promotoria de Grossetto pediu evidências do funcionamento de um mecanismo chamado "anteparas fraco", que divide o navio em várias partes para ceder à pressão da água. O objetivo é assegurar que a inundação do navio de forma simétrica, de modo a evitar que o ângulo de inclinação transversal exceda os limites legais, a fim de manter a flutuação em caso de alagamento assimétrico. A Justiça ouviu na manhã desta segunda-feira o capitão-de-fragata Gregorio De Falco, que fez o contato entre a Guarda Costeira e Schettino, e está envolvido na investigação do incidente. Ele ficou famoso pelo telefonema ao comandante em que lhe exige o retorno ao Costa Concordia. Os promotores avaliam as responsabilidades de Schettino e da Costa Cruzeiros, que, de acordo com o capitão do navio e outros oficiais teriam planejado e forçado a manobra, para propaganda. Também não foram esclarecidos os problemas na caixa preta, que o comandante afirma estar quebrada e não ter registrado nenhuma informação da embarcação por 15 dias. Os promotores ainda examinarão o computador de Schettino, que alega ter informações contrárias à empresa. RESGATE A Comissão Técnico-Científica deverá se pronunciar nesta segunda-feira sobre a possibilidade de sobreposição das operações em busca dos desaparecidos do Costa Concordia e do início da extração do combustível, essencial para evitar um desastre ambiental. O grupo suspenderá a busca por desaparecidos se não puder combinar os dois trabalhos ou a extração ponha em risco a vida dos mergulhadores. A decisão será conhecida na tarde de segunda. O ministro do Meio Ambiente, Corrado Clini, afirmou que "já há uma contaminação, que estamos tentando evitar que haja vazamento" de combustível. A empresa holandesa que fará a retirada conclui as etapas finais da preparação e a operação de esvaziamento dos tanques deverá durar cerca de quatro semanas.
Fonte: Folha de São Paulo

0 comentários:

Postar um comentário