quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Obama define como meta a redução da desigualdade econômica

Em tom populista e desafiador, presidente norte-americano promete 'aplicar as mesmas regras de cima para baixo' para 'equilibrar a balança entre a América dos ricos e dos pobres' O presidente norte-americano Barack Obama apresentou em seu ultimo discurso do Estado da União nesta terça-feira, 23, uma lista de propostas econômicas, incluindo alterações na legislação tributária, para restaurar o “sonho americano” e garantir que todo cidadão que trabalhe duro receba uma recompensa. Em tom populista e desafiador, Obama, que tenta a reeleição este ano, prometeu usar o poder do governo para equilibrar a balança entre os EUA dos ricos e dos pobres. “Nós não podemos nos contentar com um país onde um número cada vez menor de pessoas vive muito bem, enquanto um crescente número de norte-americanos mal leva a vida”, afirmou o presidente, definindo esta questão como o desafio “mais urgente” e o debate “mais importante”. Obama tentou apresentar ao público norte-americano uma clara escolha entre a sua liderança, em direção a uma economia “construída para durar”, e o que chamou de políticas (republicanas) irresponsáveis do passado, que provocaram o colapso econômico. Em um momento de profunda incerteza econômica, Obama pontuou: “Chegamos longe demais para voltar atrás agora”, sinalizando aos eleitores até que ponto pretende contrastar seus princípios econômicos com aqueles de seus rivais republicanos. Entre as mudanças mais radicais na legislação tributária – Obama propôs que os ricos paguem um imposto de no mínimo 30% – para eliminar as desigualdades que permitem que eles paguem menos em comparação à classe média. A mensagem de Obama carrega um tom eleitoral, uma vez que a divulgação da declaração do imposto de renda de Mitt Romney – um rival republicano – mostra que ele – um dos candidatos mais ricos a concorrer pela Casa Branca na história do país -, paga 13,9% de impostos, uma quantia bem menor que a maioria. “Milhões de norte-americanos que trabalham duro e cumprem as leis todos os dias merecem um governo e um sistema financeiro que faça o mesmo”, disse o presidente. “É hora de aplicar as mesmas regras de cima para baixo.” Em resposta à decepção de muitos norte-americanos com o estado da economia sob o governo Obama, o presidente tentou destacar a diferença entre o país quando ele assumiu a presidência e como está agora. “O estado da nossa união está ficando mais forte”, declarou. “Nos últimos 22 meses, as empresas criaram mais de três milhões de empregos.” Obama apontou para as novas contratações de fabricantes norte-americanos e esboçou, ainda que vagamente, o que chamou de um plano para o crescimento econômico em que os ricos serão forçados a arcar com as mesmas regras que os norte-americanos comuns. Obama falou ainda sobre a criação de uma nova unidade para investigar práticas comericais injustas no mundo, principalmente na China. Fonte: The New York Times

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