quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Manifestantes egípcios iniciam vigília até Exército deixar poder

Jovens egípcios acamparam na Praça Tahrir, no Cairo, e prometeram ali ficar
Egito suspende parcialmente estado de emergênciaEgito comemora um ano da revolta que derrubou Hosni MubarakBan Ki-moon pede que governo egício acelere reformas Jovens egípcios acamparam nesta quinta-feira (26) na Praça Tahrir, no Cairo, e prometeram ali ficar até que o Exército entregue o poder em mãos civis, um dia após uma manifestação em massa marcar um ano desde o levante que derrubou Hosni Mubarak. Dezenas de milhares de egípcios acorreram à praça e às ruas de outras cidades para o aniversário de 25 de janeiro, dia do início da revolta em 2011. Embora bem-humorada, a manifestação expôs rixas na mais populosa nação do mundo árabe. As multidões de Tahrir estavam grandemente divididas entre jovens exigindo que o Exército ceda o controle aos civis imediatamente e islamistas comemorando uma transformação política que lhes rendeu enormes conquistas no Parlamento após décadas de repressão. Outras vigílias realizadas antes desencadearam violência, já que a polícia e o Exército buscaram dispersar os manifestantes, mas nesta quinta-feira o cenário era pacífico. Dezenas de jovens ocupavam a praça em meio a dezenas de barracas. Ambulantes vendiam bebidas quentes e alguns ativistas se espremiam ao redor de fogueiras para se manter aquecidos no inverno egípcio. "O conselho militar comete os mesmos abusos que Mubarak cometia. Não sinto nenhuma mudança. O conselho militar está liderando uma contrarrevolução. Vamos protestar até o conselho militar se retirar", disse o estudante Samer Qabil, de 23 anos. O conselho do Exército assumiu quando Mubarak foi deposto e é liderado por seu ministro da Defesa dhavia duas décadas, o marechal de campo Mohamed Hussein Tantawi, que insiste que entregará o poder aos civis após a eleição presidencial de junho. Mas muitos ativistas dizerm temer que o organismo queira se ater ao poder nos bastidores. Embora as tropas tenham sido saudadas quando receberam ordens de ocupar as ruas durante o levante, passaram depois a atrair a revolta de muitos por sua tática truculenta contra manifestações que exigiam que voltassem aos quartéis. Fonte: Gazeta do Povo/PR

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