quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Candidato francês promete aumentar impostos dos mais ricos

Paris (França) - O candidato socialista para as próximas eleições presidenciais francesas, François Hollande, favorito nas pesquisas, prometeu realizar, caso seja eleito, uma reforma tributária que aumentará os impostos para a camada mais rica da população e principalmente para os bancos. As 60 propostas de Hollande para o país, que ele apresentará publicamente nesta quinta-feira, foram publicadas pela imprensa. Entre as medidas do candidato, está a rejeição do tratado europeu formalizado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel. Segundo o texto, divulgado pelo jornal Le Parisien, o governo socialista renegociará a herança do casal conhecido como "Merkozy" ao "privilegiar o crescimento e o emprego e reorientar o papel do Banco Central Europeu (BCE) nessa direção". Além disso, proporá "criar eurobrigações e estabelecer uma política comercial que proteja à União Europeia (UE) de uma concorrência (dumping) desleal em termos sociais e ambientais. O centro do programa do candidato socialista, porém, é uma profunda reforma tributária, que inclui um aumento de 15% dos impostos cobrados de instituições financeiras, Além disso, Hollande irá subir de 41% para 45% os impostos cobrados da parcela da população que ganha mais de 150 mil euros por ano. O objetivo é se distanciar da política fiscal de Sarkozy, acusado pelos socialistas de favorecer os ricos. Além disso, isenções fiscais que beneficiam os maiores contribuintes serão extintas, o que aumentará a arrecadação. Hollande também tem intenção de criar um banco público para o financiamento de pequenas e médias empresas, e aumentar o investimento em moradia social. Seu objetivo é a construção de 2,5 milhões de novos imóveis. EFE Entre as propostas socialistas, está a criação de 60 mil empregos na educação e 150 mil novos postos para a camada jovem da população. Hollande espera ainda que a economia francesa cresça 0,5% esse ano (metade da previsão do governo), e prometeu diminuir o déficit fiscal para 4,5% do Produto Interno Bruto nesse ano, para 3% no ano que vem, e zerar esse índice até 2017. Fontes: O Dia/EFE

0 comentários:

Postar um comentário