terça-feira, 6 de março de 2012
Cinematographo
Pink Floyd Cover faz a trilha de O Mágico de Oz no Cinematographo de março do MIS
A edição de março do Cinematographo é especial para os fãs de clássicos do rock e do cinema. Quem vier ao MIS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, no dia 11, domingo, poderá conferir a performance da banda Pink Floyd Cover, que irá interpretar a trilha sonora de O Mágico de Oz.
O filme de 1939, que traz as aventuras de Dorothy (Judy Garland) na terra de Oz, será sincronizado com as músicas do álbum Dark Side of The Moon, obra-prima do Pink Floyd, lançado em 1973.
Os músicos Márcio Baravelli (vocal e guitarra), Paulo Madio (baixo), Luiz Fernando Gil (guitarra), José Luiz Rapolli (bateria) e Raphael Massarente (teclado e vocal) interpretarão canções lendárias como "Money", "Time", e "Us and them" ao mesmo tempo em que acontece a projeção.
Os fãs da banda britânica certamente conhecem o mito que cerca o álbum e o filme. Para muitos, Dark Side of The Moon tem uma perfeita sincronia com as cenas de O Mágico de Oz, sendo a trilha sonora ideal para a obra. O Cinematographo irá colocar a lenda à prova nesta edição de março.
Ingressos
Para essa edição especial, o MIS disponibilizará duas sessões: às 16h e às 18h30. Os ingressos para a primeira sessão terão venda antecipada pelo site www.ingressorápido.com ou na recepção do Museu; já os ingressos para a 2ª apresentação só estarão à venda na recepção do MIS a partir das 14h do dia 11. O valor do ingresso é de R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia).
Sobre a banda
Fundado por Augusto Xavier (Rede Globo de Televisão) em 1990, o Pink Floyd cover é, desde o seu início, considerado uma das melhores e mais conhecidas bandas cover do país, fazendo de suas apresentações o que há de melhor no cenário do Rock, mesmo após a saída de seu fundador. Contando nesses 14 anos com mais de 1800 shows no circuito de bares e casas noturnas em vários estados brasileiros, a descrição deste quinteto de São Paulo é de um som fiel, direto e potente. Um show do Pink Floyd cover é uma retrospectiva do Pink Floyd. O Repertório inclui vários hits, desde o início da banda até os mais atuais. Durante as apresentações que podem chegar a mais de duas horas, o Pink Floyd cover consegue interagir ao máximo com o público, demonstrando que a chama do Rock permanece acesa.
Sobre o filme
O mágico de Oz (The Wizard of Oz)
Victor Fleming, EUA, 1939, 101 min.
Elenco: Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr
Após um tornado em Kansas, Dorothy vai parar na fantástica Oz, um lugar onde as coisas são bonitas e mágicas. Contudo, o seu maior desejo é retornar de volta para casa, para isso ela deve encontrar um mágico que lhe mostrará como realizar o seu desejo. Mas, para chegar até ele, Dorothy viverá uma aventura inesquecível.
Cinematographo – Pink Floyd Cover | 11.03.2012 | 16h e 18h30
Local: Auditório MIS (173 lugares)
Entrada: R$ 4,00 (inteira), R$ 2,00 (meia), à venda na recepção do MIS ou pelo site www.ingressorapido.com.br
Classificação etária: livre
Museu da Imagem e do Som - MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 8. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.
Fonte: Assessoria de imprensa - Museu da Imaegem e do Som
Mulher do traficante Nem é solta pela Justiça
Rio - Presa desde novembro, Danúbia de Souza Rangel, namorada do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, está em liberdade desde a última sexta-feira. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, a libertação foi concedida por determinação judicial.
Álbum com fotos da ‘xerifa’ Danúbia de Souza Rangel, 27 anos, como gosta de ser chamada a namorada do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi encontrado por policiais do Serviço Reservado do Bope. Na coletânea, a que O DIA teve acesso, ela aparece mostrando o alto padrão de vida do casal em festas e no dia a dia.
No diário cor de rosa, as fotos são acompanhadas de versos das músicas ‘Velha Infância’, dos Tribalistas, e ‘Superfantástico’, sucesso na década de 80 com o grupo infantil Balão Mágico. Danúbia aparece banhada de ouro beijando ou abraçada ao traficante, com dois ou três celulares pendurados na cintura e muitas joias.
Fotos mostram Danúbia banhada em ouro. Joias foram presentes de Nem | Foto: Reprodução álbum de família
Nem não economizava na compra de braceletes, cordões, anéis e pulseiras. Os mimos do bandido serviam para lavagem de dinheiro da quadrilha, informou a polícia. Em outros momentos, Danúbia está rodeada de mulheres e beija uma amiga na boca. Apesar de a ex-loura — agora, ela estaria morena e de cabelo curto — gostar de ostentar riqueza, a casa onde ela morava na Rocinha era simples do lado de fora. Porém, no interior, os cinco cômodos eram lotados de eletrodomésticos e móveis caros.
Viagens por praias do litoral brasileiro foram registradas por Danúbia. Outra fotografia mostra baile funk que geralmente acontecia nas ruas 1 ou Cachopa e era o ‘point’ onde o casal gostava de tomar uísque e trocar carinhos publicamente.
Danúbia fugiu antes de Nem
As discussões do casal por ciúmes de Nem não são novidade na Rocinha. Um homem que teria ‘cantado’ Danúbia foi agredido pelo traficante. A namorada de Nem é viúva e mãe de um filho do traficante Mandioca, da Maré. Após a morte do 1º companheiro, ela ‘ficou’ com o substituto de Mandioca, Marcélio, morto pela polícia. Pelo histórico, ela ganhou o apelido de ‘Viúva negra’.
Fonte: O Dia
Paralisação de caminhões pode causar falta de combustível em São Paulo
Os caminhões distribuidores de combustível protestam contra a a proibição de circular na marginal Tietê
A paralisação dos caminhões distribuidores de combustível já causa desabastecimento na cidade de São Paulo. Os caminhoneiros ligados ao Sindicam-SP (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo) protestam desde segunda-feira contra a a proibição de circular na marginal Tietê –medida implantada em dezembro do ano passado, mas apenas com caráter educativo, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a multar os infratores.
Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), Claudinei Pelegrini, os transportadores não têm condições de arcar com o aumento de custos com a mudança de percurso.
Com as interdições, a associação disse que um caminhão que vai de Barueri (SP) para São Paulo, que hoje percorre 32 quilômetros (km), passaria a rodar 143 km. “Quem vai acabar pagando a diferença desse custo é o consumidor final. É combustível a mais, pedágio a mais, horas de trabalho a mais para os caminhoneiros”, enumera Pelegrini.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto de Paiva Gouveia, com a paralisação os postos da cidade não receberam “uma gota de combustível” nesta terça-feira. Ele estima que, se o movimento for normal, os estoques durem até quarta-feira.
Gouveia disse que vai encaminhar um ofício à prefeitura pedindo a volta das negociações com os caminhoneiros. “Não estamos pedindo nem a solução, porque não é problema que nós possamos resolver. Mas que eles pelo menos voltem à mesa de negociação”.
Combustível
Um funcionário de um posto de gasolina na avenida Prof. Francisco Morato, no Butantã, na zona oeste de São Paulo, relatou a falta de combustível. “O último abastecimento foi no sábado. Estamos sem gasolina especial desde segunda-feira à tarde. Está acabando a gasolina comum e até meio-dia acaba o álcool”, afirmou Humberto Fialho. “Se até quarta não normalizar, nenhum posto em SP vai ter combustível.”
Gerentes e proprietários de postos de combustíveis afirmam que estão sem informações sobre a volta do abastecimento. O gerente de um posto na zona oeste de São Paulo, Luís Augusto Corbisier, previa ficar sem combustível na tarde de hoje. “Vou ficar completamente esgotado.” Ele estima já ter prejuízo de cerca de R$ 6.000 a R$ 7.000.
O presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), José Alberto de Paiva Gouveia, foi procurado para comentar a paralisação nos postos de combustível, mas ainda não retornou as ligações da reportagem. Ontem, Gouveia afirmou que os postos da cidade não receberam “uma gota de combustível”. Ele estimou que, se o movimento for mantido, os estoques durarão apenas até quarta-feira.
Fonte: Correio do Brasil
Sandália de couro de bezerro custa quase R$10 mil
Modelo feito de couro de bezerro e pérolas bordadas custa U$5.800 - Foto: Getty Images
Kanye West teve sua estreia no mundo da moda em outubro de 2011, apresentando a coleção de sua grife DW durante a semana de moda de Nova York. Mas, segundo a US Magazine, o cantor e estilista fez uma parceria com Giuseppe Zanotti, que criou modelos de sandálias especiais para sua linha, mas não 100% ecologicamente correto.
Um dos quatro pares, feito de couro de bezerro e pérolas bordadas, está à venda na loja conceito da Colette, em Paris, e custa U$5.800, cerca de R$9.830. Durante a apresentação, a sandália foi desfilada por várias modelos.
Um outro modelo mais simples, feito de tiras pretas, é mais barato e custa U$792.
Fonte: Agora/MS
Jornal: Santos aceita reduzir multa, e Ganso deve sair em junho
Ganso teria acertado redução de sua multa rescisória junto à diretoria do Santos - Foto: Ivan Storti/Santos FC/Divulgação
Após um 2011 em que sofreu com contusões e problemas extracampo com o Santos, o meia Paulo Henrique Ganso parece ter, além de recuperado suas boas atuações com a camisa 10 alvinegra, entrado em paz com a diretoria do clube. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a informação que circula é que o jogador abriu mão do aumento salarial de R$ 130 mil para R$ 500 mil, e em troca o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro aceitou reduzir sua multa rescisória de 50 milhões de euros (R$ 114,7 milhões) para 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 45 milhões). Em caso de proposta no meio do ano, é praticamente certo que Ganso deixa a Vila Belmiro.
Ainda de acordo com o jornal, o destino mais provável do jogador é o Milan, da Itália, clube no qual já foi especulado fortemente no ano passado. O auge da crise entre Ganso e Santos aconteceu quando o meia anunciou, pouco antes da disputa do Mundial de Clubes de 2011, que havia vendido à DIS – braço esportivo do Grupo Sonda e desafeto da diretoria alvinegra – os 10% de seus direitos que lhe pertenciam. A venda foi consumada apenas em 2012, após o Santos recusar cobrir a oferta da DIS pelo percentual. Atualmente, os direitos do meio-campista pertencem 55% à DIS e 45% ao Santos.
Fonte: Agora/MS
Moradores denunciam pressão da prefeitura de São Paulo para deixar comunidade
Apesar de pressão da prefeitura e de vizinhos, comunidade Jurubatuba luta para se manter onde foi criada há mais de 30 anos
Da garagem de sua casa, o designer de bolsas Luiz Geraldo de Oliveira, morador da comunidade Jurubatuba, observa e é observado pelos vizinhos de um condomínio de classe média alta, ambos localizados na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, zona sul da capital paulista. Os vizinhos vivem separados por um muro e sua respectiva cerca elétrica, construídos pelo condomínio.
As relações tensas da vizinhança, que poderiam ser mediadas pela prefeitura de São Paulo, a quem pertence o terreno da comunidade, ficaram ainda piores depois que funcionários da subprefeitura de Santo Amaro foram flagrados e denunciados por receber dinheiro da construtora do empreendimento para retirar os moradores. O problema atualmente persiste de forma velada, apontam lideranças comunitárias, com vigilância constante, ameaças contra quem mora na Jurubatuba e a intenção da prefeitura de construir uma praça no local.
Segundo moradores, uma das justificativas do poder público municipal para a retirada da comunidade seria a proximidade com o córrego Jurubatuba. “Não há dúvida que estamos ao lado do córrego, mas depois de anos de luta, já conseguimos asfalto e rede de água. Este ano, temos o compromisso da canalização do córrego, agora só falta o sistema de esgoto”, descreveu Oliveira. “Depois de mais de 30 anos aqui, com raízes e referências, é nosso direito ficar”, diz. Cerca de 125 pessoas, entre elas 40 crianças, vivem na comunidade.
De acordo com Luiz Geraldo, o muro do condomínio recém-criado também não respeita a legislação ambiental e está a menos de 30 metros do córrego. “Eles também estão irregulares, mas lá ninguém mexe”, disse.
A comunidade está no local desde a década de 1980. Em 2007, passou a receber notificações da prefeitura para que desocupasse a área. No mesmo ano, a construtora Gafisa deu início à demolição do prédio que abrigava uma indústria para construir os novos edifícios. Na época, a gestão municipal ofereceu R$ 5 mil e mais tarde R$ 15 mil e caminhão de mudanças para as pessoas deixarem suas casas. “Quando chega um empreendimento novo no bairro, começa essa história de revitalização da área, que significa a remoção de famílias”, contou Oliveira. A construtora Gafisa afirmou em nota que “não tem ligação com o caso”, mas que os moradores “estão invadindo uma área pública”, por isso o problema seria da gestão municipal.
Em 2007, outra comunidade, a Trigueirinho, também na zona sul da capital paulista, foi retirada sem aviso prévio, por ficar próxima a outro conjunto de prédios de luxo, revelou Luiz Geraldo. Uma trabalhadora doméstica que passava a semana toda na casa dos patrões foi desalojada sem saber. Só descobriu que seus móveis estavam na rua vários dias depois da remoção. “Dá uma tristeza enorme lembrar daquela senhora. Os móveis dela ficaram no tempo, sem que ela desconfiasse que não tinha mais casa”, disse o líder comunitário.
Escondidos
A convivência difícil começou durante a construção do empreendimento. Houve intermediação da prefeitura para a retirada dos moradores, com recursos da construtora. Na avaliação de Luiz, as 37 famílias que vivem na área só puderam continuar porque conseguiram gravar e denunciar ao Ministério Público (MP) uma reunião dos moradores com a prefeitura em que técnicos admitem que a Gafisa estaria patrocinando a saída dos vizinhos indesejados.
Lideranças da região tinham recebido denúncias de que a construtora estaria pagando a representantes prefeitura R$ 25 mil para cada casa desocupada. O repasse às famílias seria da ordem de R$ 15 mil. A denúncia levou à demissão de assessores da subprefeitura de Santo Amaro. O MP abriu inquérito para apurar suspeitas de corrupção ativa e passiva e tráfico de influência dos servidores públicos.
Após as denúncias, embora tenham conseguido permanecer no terreno, os moradores passaram a sofrer pressão da Polícia Ambiental. Voltaram a denunciar o problema e a Justiça de São Paulo arquivou o processo contra a comunidade.
Durante o lançamento do empreendimento, a comunidade passou por mais alguns embaraços. De acordo com os moradores, um outdoor do empreendimento tentou “esconder” os vizinhos da favela. Além da placa gigante, vasos foram espalhados inclusive em frente da garagem de Oliveira. Em novembro de 2009, parte da propaganda caiu e danificou carros de moradores da favela.
Embora uma liminar de junho de 2009 garanta a permanência na área, a pressão é constante, revelou Luiz. “Toda hora há pessoas filmando a gente, procurando comportamentos inadequados.”
A casa do designer de bolsas, onde fica a sede da associação de moradores, é constantemente atingida por objetos e por recados ameaçadores. Também há problemas na convivência entre as duas partes. “Som alto aqui não pode, mas festa lá não tem problema.”
Luiz Geraldo também acompanha as negociações para retirada de outras três favelas na região, para a construção de um parque. “O que parece é que a prefeitura inventa projetos de praça e parques para retirar a população mais carente. A população não pode ficar perto de rico?”
Fonte: Correio do Brasil
Disque-Denúncia lança cartaz para localização de Moranguinho
Rodrigo da Silva dos Santos é acusado de atirar contra a escolta do vice-presidente do TCM, na Ilha do Governador
Rio - O Disque-Denúncia lançou o cartaz que busca informações sobre a localização do acusado de matar o sargento Antônio Carlos Batista Martins, o segurança do vice-presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), José Moraes.
O crime ocorreu na manhã do dia 1 de março, na Rua Etelvino dos Santos, na Ilha do Governador. Rodrigo da Silva Santos, o Moranguinho, é morador da Ilha do Governador e tem seis mandados de prisão pendentes pelos crimes de latrocínio e roubo.
De acordo com a polícia, a principal suspeita é de que o acusado e outros dois criminosos tentaram roubar a motocicleta de um dos policiais que faziam parte da escolta de Moraes, onde um policial morreu e outro ficou ferido.
A Divisão de Homicídios da Capital (DH) solicitou a prisão de Moranguinho. Quem souber informações sobre o acusado pode ligar para o Disque-Denúncia (XX21 2253-1177).
Fonte: O Dia
Suspeitos são presos e armas são apreendidas em Maricá
Rio - Policiais do 12º BPM (Niterói) prenderam, na manhã desta terça-feira, na Avenida Airton Sena, em Maricá, na Região Metropolitana, Thiago Mourão Nunes, de 20 anos, e Reginaldo dos Santos Sá Júnior, de 23 anos. Com eles foram encontrados dois revólveres calibre 38, uma pistola calibre 9mm, 31 munições calibre 38, sete munições calibre 9mm, três celulares, um notebook e R$ 1.052,00 em espécie. A ocorrência foi registrada na 82ª DP (Maricá).
Fonte: O Dia
Policiais apreendem drogas e duas granadas em operação no Morro do Juramento
Rio - Policiais do 41º BPM (Irajá) apreenderam, nesta terça-feira, duas granadas, 5 kg de cocaína, três radiotransmissores, material para embalar drogas e alguns carregadores de fuzil durante operação no Morro do Juramento. Traficantes receberam os policiais com tiros nesta manhã e houve confronto. Os bandidos fugiram, abandonando o material no caminho. Ninguém foi preso.
Fonte: O Dia/Luarlindo Ernesto
Bope prende sete suspeitos em operação na Vila Aliança
Rio - Policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) prenderam sete suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas em operação, nesta terça-feira, na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste. Os agentes fizeram buscas também nas comunidades da Coreia e Rebú, em Senador Camará, conseguindo apreender 800 sacolés de cocaína e uma pistola 9mm. Participaram da ação também o Batalhão de Choque (BPChq), o Batalhão de Ações com Cães (BAC), Grupamento Aeromarítimo (GAM) e o 14º BPM (Bangu).
Entre os presos estão os foragidos do Complexo Penitenciário de Bangu Cristiano Sanglar Delfino Cardoso, Bruno Oliveira Chaves, vulgo Sem Dente, e Wallace nascimento Pereira. Eles foram levados para a 34ª DP (Bangu).
Fonte: O Dia
Polícia prende um dos acusados de espancar jovem no Grajaú
Rio - Luan da Silva Moreira, o Rato, de 18 anos, um dos acusados de espancar um estudante de 19 anos no Grajaú, Zona Norte, em julho de 2011, foi preso por policiais da 20ª DP (Vila Isabel) na manhã desta terça-feira. Vitor Daflon Mira, o Daflon, Fellipe Patrício do Nascimento, o Fell, e Moacyr da Cunha Pegado Neto seguem foragidos. Todos são de classe média e moradores do Grajaú. Eles são acusados de tentativa de homicídio qualificado.
Nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça informou que a juíza Angélica dos Santos Costa decretou a prisão preventiva em 27 de fevereiro, e os mandados foram expedidos no último dia 1º.
“Meu cliente me disse que a decisão demorou, mas ficou satisfeito”, informou o advogado da vítima, Antero Luiz Martins Cunha. Para o advogado, ainda falta punir os outros espancadores. “Na investigação, outros quatro foram indiciados por lesão corporal e mais dois por furto. Eles são todos ‘pitboys’ da mesma gangue que aterrorizam livres por aí, como aconteceu recentemente na Ilha do Governador. Há mais pessoas envolvidas no crime”, criticou.
O rapaz foi espancado por um grupo em festa na Rua Comendador Martinelli, teve cinco ossos da face quebrados e ficou dois meses sem comer alimentos sólidos. Testemunhas que trabalham no local onde houve a festa informaram que o grupo agressor pulou muro lateral da casa de festas onde ocorria o evento.
No decreto de prisão, a magistrada escreveu que ‘os elementos reunidos revelam que os réus ostentam um perfil violento — o que os tornam mais perigosos — pelo que suas liberdades são nocivas à coletividade e comprometem a ordem pública’. Ainda segundo o Judiciário, a prisão preventiva se justifica para preservar as testemunhas, que poderiam se sentir intimidadas a depor em juízo.
Fonte: O Dia
Chinês preso com 30 iPhones amarrados à cintura (COM VÍDEO)
Contrabandista apanhado no aeroporto da cidade de Shenzhen
Numa reportagem feita pela estação televisiva chinesa NTD, a respeito do aumento de iPhones que são desviados da China, o vídeo divulgado revela um contrabandista apanhado em flagrate delito com 30 iPhones à cintura. O homem foi detido pelas autoridades no aeroporto da cidade Shenzhen, a norte de Hong Kong.
No passado dia 21 de Fevereiro, um homem tentou passar pelos portões do aeroporto de Shenzhen com 30 iPhones que se encontravam presos no seu corpo.
Segundo a NTD, o cidadão de naturalidade chinesa terá levantado suspeitas por não ter conseguido baixar-se para apanhar a sua mala que se encontrava no chão. As câmaras de vigilância do aeroporto registaram o momento e as autoridades prenderam de imediato o contrabandista.
O sucesso que o iPhone tem feito a nível mundial já fez disparar o número de contrabando. Só no início deste ano, as autoridades chinesas já apreenderam mais de três mil aparelhos num total de 230 ocorrências registadas.
Estes números foram revelados pela polícia da cidade de Shenzhen que, ironicamente, é um dos locais onde o smartphone é fabricado.
Fonte: Correio da Manhã/Portugal
Aranha venenosa encontrada em cacho de bananas
Os empregados de um supermercado em Edimburgo, na Escócia, não ganharam para o susto: por entre um cacho de bananas encontrava-se uma aranha venenosa.
Conhecido por armadeira ou ainda aranha-de-bananeira, o aracnídeo assustou o funcionário que a descobriu e os seus colegas. Teve, segundo a BBC, de ser uma mulher, identificada como Petra Merriman, a apanhar a aranha.
“Todos os rapazes disseram ‘eu não vou lá’. Respondi que ia. Não sou aracnofóbica de todo”, explicou Petra.
A descoberta foi divulgada pela Sociedade escocesa para a Prevenção da Crueldade contra os Animais. Segundo a mesma fonte, a aranha, com dez centímetros de patas, encontrava-se num cacho que veio da Colômbia.
Segundo os especialistas, a aranha encontrada não tem um veneno mortal mas possui níveis elevados de serotonina.
Fonte: Correio da Manhã/Portugal
Michel Teló assaltado em Espanha
Comitiva do cantor brasileiro ficou sem dinheiro e bens pessoais
O cantor brasileiro Michel Teló e a sua comitiva foram assaltados em Múrcia, Espanha. O ladrão entrou nos quartos do hotel onde estavam instalados e levou bens pessoais e dinheiro.
No passado domingo quando regressaram ao hotel, depois do concerto, a equipa do cantor verificou que lhes faltavam vários objectos pessoais e dinheiro.
O recepcionista da unidade hoteleira afirmou aos visados que deu a chave dos quartos a um homem que se identificou como representante de Michel Teló.
A direcção do hotel recusou-se a prestar declarações sobre o incidente à comunicação social, tal como, a empresa que organizou o concerto.
Este não é o primeiro assalto a figuras públicas em hotéis de Múrcia. Há um ano atrás, os jogadores da equipa de futebol do Tenerife, foram assaltados num hotel de Cartagena.
Fonte: Correio da Manhã/Portugal
Homem é preso acusado de estuprar a enteada de 8 anos
Ele estava foragido desde o dia 27 de fevereiro
Policiais do SIG (Serviço de Investigação Geral) da Delegacia de Polícia Civil prenderam ontem (5) em Mundo Novo, um homem de 28 anos, acusado de estuprar a própria enteada, uma menina de 8 anos.
O acusado estava foragido desde o dia do crime, que ocorreu no dia 27 de fevereiro. Ele já estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça da Comarca de Mundo Novo.
Fonte: Correio do Estado/MS
Em caso inédito, telefônica devolve créditos 'expirados' de celulares
Lamartine Ribeiro, do Procon, diz que lei só será efetiva quando população procurar seus direitos
Pela primeira vez em Mato Grosso do Sul um consumidor conseguiu reaver os créditos de celulares pré-pagos expirados após um encerrado o "prazo de validade", prática proibida pela Lei Estadual nº 4.084, de 13 de setembro de 2011. Para a Superintendência Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/MS), que intermediou o acordo entre operadora de celular e cliente, a lei só será efetiva quando a população procurar seus direitos.
Segundo o acordo, celebrado dia 31 de janeiro deste ano, a operadora TIM propôs a inserção de R$ 50 em créditos de celulares para a cliente Claudete Barros Dalavia de Oliveira, que aceitou a proposta como forma de ressarcir o crédito que expirou.
Para chegar ao acordo, a consumidora havia realizado uma reclamação no Procon/MS, seguida do chamado atendimento preliminar, quando o órgão tenta resolver o problema rapidamente via telefone. "Para se existir uma audiência, quer dizer que a situação não foi resolvida por telefone. Mas foi solucionada na audiência, quando as partes entraram em acordo", afirmou Lamartine Ribeiro, superintendente do Procon/MS.
Segundo Ribeiro, o caso é inédito no Estado, mesmo com mais de cinco meses de vigência da proibição do cancelamento de créditos de celulares em dado período. "Dependemos de reclamações dos consumidores para podermos trabalhar esta questão. Ele tem que vir até nós", comentou Lamartine.
O acordo é considerado por Paulo Duarte (PT), autor da lei estadual, um grande passo para a população se conscientizar acerca de seus direitos. "É a primeira vez que temos um caso concreto de uma consumidora que conseguiu o ressarcimento dos créditos, é uma grande vitória", comemorou Duarte.
As operadoras defendem que o prazo de vencimento dos créditos teria uma função técnica e necessitaria ser mantido. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), todos os anos as empresas pagariam R$ 13,42 por telefone habilitado ao governo. Se a linha tem seus créditos expirados, depois de certo tempo ela é bloqueada e retorna para a operadora, o que faz com que elas paguem só pelas linhas em utilização.
De acordo com o deputado Paulo Duarte, as operadoras têm outras formas de atualizar o cadastro de seus clientes, inclusive eletronicamente, e inativar linhas sem uso. Segundo ele, elas teriam um ano para verificar quem está com linha ativa e exigem do consumidor recarga em um, dois meses. "Isso é uma forma disfarçada de ganhar dinheiro, obrigando o consumidor a comprar créditos", afirma.
Fonte: Correio do Estado/MS/Vinicius Squinelo
Como fraudar uma eleição
Um breve guia para a fraude eleitoral para o déspota ocupado
A única pesquisa de intenção de votos que conta, supostamente, é a do dia da eleição. Para o fraudador eleitoral sofisticado, contudo, este é um conselho terrível. Se você sair por aí dando pancadas nos eleitores do seu oponente, preenchendo urnas com cédulas falsas e inventando resultado, alguém em algum lugar há de reclamar. Todas aquelas organizações internacionais irão lhe confrontar. A multidão fica irada e sua reputação maculada, além de ser desnecessário. Caso você se prepare com antecedência para fraudar uma eleição, você pode ter uma eleição que pareça genuína, mas que garanta o resultado desejado. E ninguém poderá contestá-la. O segredo é obedecer às regras – tendo-as redigido previamente.
Tudo começa com a televisão, onde a maioria dos eleitores (especialmente os mais pobres e menos educados) adquire a maior parte de suas notícias. Não se imponha completamente – isso faz com que você pareça fraco. Tolere uma oposição pequena e com pouco financiamento (mesmo porque assim você pode ter uma ideia do que está acontecendo). Certifique-se, porém, de que ou você ou seus aliados controlem todas os principais canais de televisão. Os jornais televisivos devem alardear seu sucesso, tratando-o como um estadista exemplar, e talvez também praticando esportes viris e atos de caridade fofos.
Isto o torna o nome dominante na mente dos eleitores. Sua máquina de propaganda política também deve salientar os elos estrangeiros do seu oponente, fazendo com que pareçam desleais e estranhos. As diferenças, divergências e quaisquer pontos fracos devem ser sublinhados (os seus vícios devem, enquanto isso, permanecer segredo de estado).
As leis que regulam partidos políticos estão em suas mãos também: torne-as um fardo intrincado. Isso drenará as energias da oposição e se ela cometer qualquer pequena infração que seja, você sempre poderá remover os nomes dela da cédula eleitoral. O seu próprio partido controlará uma máquina burocrática possante e atenderá aos requerimentos facilmente. Um toque sofisticado pode ser criar os seus próprios partidos de oposição adestrada – em vários sabores. Eles dispersarão a atenção que seria dedicada a seus verdadeiros rivais. Você terá que permitir a entrada de alguns estrangeiros no dia da eleição. Então facilite a entrada dos que valem a pena (suas almas gêmeas ideológicas e aqueles de outros países autocráticos). Descredite instituições de monitoramento locais acusando-as de serem partidárias e financiadas por estrangeiros
Recheio e ‘nonsense’
Não gaste muito tempo em campanha. Qualquer coisa além do eventual comício triunfante faz com que você pareça um mero político. Em vez disso diga que você está ocupado o bastante com os afazeres da coisa pública – e certifique-se de que a televisão exiba imagens de você fazendo justamente isso.
No dia da eleição distribua comida e bebidas alcoólicas de graça em áreas pobres. Em lugares em que não vão votar em você, faça com que as zonas eleitorais abram tarde e fechem cedo. Caso necessário, estas podem ter suas cédulas eleitorais esgotadas.
Fonte: The Economist
O que aconteceu ao carro voador?
A meta de tornar o voo algo tão fácil e acessível quanto a direção rodoviária pode estar ao alcance. Isto traz à tona a questão do que fazer em relação a motoristas ruins
Para aqueles nascidos nos anos 50, a demora na comercialização do carro voador tem sido uma fonte infindável de desapontamento. Eles cresceram acreditando que um dia pilotariam os seus carros voadores para o trabalho – só para se encontrarem, em pleno século XXI, bastante presos ao chão. Mais de um século após os irmãos Wright terem voado, a aviação personalizada permanece um sonho irrealizado. Há alguns sinais recentes de progresso, graças a avanços tecnológicos e mudanças de regulamentos. Mais de uma dúzia de carros voadores estão em desenvolvimento, e Terrafugia, uma empresa baseada em Woburn, Massachussetts, está prester a lançar o primeiro modelo comercial, o Transition.
O Transition talvez seja mais bem descrito como um avião rodoviário ao invés de um automóvel aéreo. Trata-se essencialmente de um avião de pequeno porte de US$ 279 mil que foi projetado para poder trafegar pelas estradas legalmente. Aperte um botão e as asas se retraem, permitindo ao piloto que dirija-o como um carro. Ele até roda com gasolina, com uma autonomia de mil km em solo e 650 km no ar. Cerca de cem aviões já foram reservados, e o primeiro deverá ser entregue ao fim deste ano. Tecnicamente, o Transition tornou-se possível graças à disponibilidade de motores modernos, materiais compostos e sistemas computadorizados de aviação.
O Transition está mirando em pilotos que queiram dirigir até o aeroporto e levantar voo sem ter de trocar de veículo, ou pousar num aeroporto distante e não ficar ilhado. Como o nome sugere, o veículo tem a intenção de ser um produto de transição, um passo adiante rumo a carros realmente voadores capazes de alçar voo e pousar em praticamente qualquer lugar. Tal máquina requerirá o desenvolvimento de motores mais eficientes e sistemas de controles melhores.
A Terrafugia não deseja que o público em geral utilize seus veículos. “A maioria das pessoas não consegue fazer baliza, então não concebo a maior parte das pessoas pilotando uma destas máquinas sem se matar”, diz um dos executivos da companhia. Ademais, infrações rodoviárias tendem a ser exacerbadas no ar porque aviões são mais difíceis de conduzir do que carros.
Fonte: The Economist
Um pacto anti-Hollande entre os conservadores?
Jornal afirma que líderes da direita se acertaram em não receber candidato socialista francês, que pretende renegociar pacto orçamentário europeu se for eleito
Segundo o jornal alemão Der Spiegel, os dirigentes conservadores europeus teriam feito um pacto para não receberem em seu país o candidato socialista à presidência francesa, François Hollande. A informação causou ainda mais suspeita já que, ao mesmo tempo, a chanceler alemã Angela Merkel, que nos últimos meses criou fortes laços políticos com o atual presidente francês e candidato a reeleição Nicolas Sarkozy, declarou que a “Europa virou um assunto de política interna”. Ao mesmo tempo que supostamente evita aparecer com Hollande, que lidera as pesquisas, Merkel continua a multiplicar aparições públicas com Sarkozy, dando a entender que não pretende se desfazer do idílio político, que já é chamado, com certo ar de chacota, de “Merkozy”.
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O pacto, no entanto, iria muito além da dupla franco-germânica. Outros três dirigentes conservadores — o inglês David Cameron, o italiano Mario Monti e o espanhol Mariano Rajoy — também teriam se acertado em ignorar Hollande depois que o candidato declarou que renegociaria o pacto orçamentário europeu, caso fosse eleito.
Na última segunda-feira, 5, porém, Sarkozy e outros quatro dirigentes europeus negaram veementemente qualquer pacto contra o candidato socialista.
“Vocês não acham que os dirigentes têm outra coisa a fazer do que selar pactos e coisas do gênero?”, disse Sarkozy à imprensa francesa. “Eu acredito que o problema com o Sr. Hollande não é ter um pacto contra ele, e sim de não ter viajado. Ele não se deu conta que estamos num mundo aberto.
No Twitter, o porta-voz da chanceler alemã também fez questão de negar a informação:”O que o Spiegel escreveu é falso. Cada chefe de governo decide de forma independente se encontrará ou não o Sr. Hollande”. Já David Cameron afirmou que seu governo tem, como regra, não encontrar candidatos a eleições estrangeiras de forma geral.
O comportamento de Angela Merkel, que há tempos expressa de forma explícita sua simpatia e apoio ao candidato da situação, tem constrangido membros do próprio partido. O Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros alemão Guido Westerwelle lançou, no jornal Die Welt, um apelo de “cada um na sua”, pedindo aos políticos alemães que não influenciem ostensivamente a campanha presidencial na França: “O governo federal deverá cooperar da melhor forma com a França, independentemente de seu governo”. O ministro disse que certas ações de Merkel podem “prejudicar” o país.
Alguns editorialistas alemães afirmaram inclusive que, ao fazer campanha de forma ostensiva em prol de seu aliado político, a chanceler poderia provocar ainda mais antipatia dos franceses por Sarkozy.
Apesar dos desmentidos dos dirigentes, o Spiegel manteve suas informações: “Apoiando Nicolas Sarkozy, Angela Merkel quebrou a tradição. O perigo é que se o resultado do voto em abril não for o previsto, algumas dificuldades diplomáticas correm o risco de surgir”, analisa a revista.
Fonte: Der Spiegel
Angela Merkel rebate críticas de Dilma
'Vemos que há protecionismo e medidas unilaterais', disse a chanceler alemã
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, falou nesta segunda-feira, 5, sobre as críticas feitas pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao “tsunami financeiro” promovido pelos países desenvolvidos.
Pouco antes de se encontrar com Dilma, Merkel disse compreender os problemas de câmbio enfrentados pelas nações emergentes por causa da grande oferta de dinheiro a juros baixos nos países ricos: “A presidente brasileira falou de um ‘tsunami de liquidez’ e expressou suas preocupações”.
Protecionismo artificial
“Por outro lado — disse Merkel —, vemos que há protecionismo e medidas unilaterais”, completou a chanceler alemã, referindo-se às alíquotas de importações cobradas pelo Brasil.
Na visão de Dilma, recorrer a juros baixos para estimular a economia, como a Europa vem fazendo, é “uma forma artificial de protecionismo”. Já Merkel disse que “precisamos ser capazes de confiar uns nos outros, precisamos ser capazes de confiar em um marco justo de condições”.
Fonte: Portal Exame
Secretário-geral da Fifa pede desculpas ao Brasil
Jérôme Valcke disse que o Brasil estava precisando se dar um 'chute no traseiro' por causa dos atrasos nas obras
Menos de uma semana após dizer que o Brasil estava precisando se dar um “chute no traseiro” por causa dos atrasos nas obras para a Copa do Mundo de 2014, o secretário-geral da Fifa, o francês Jérôme Valcke, pediu desculpas públicas pela declaração, fazendo a ressalva de que teria havido uma tradução imprecisa do que ele quis dizer. A expressão idiomática francesa significa que alguém precisa se apressar.
O pedido de desculpas de Valcke foi uma reação à carta enviada pelo Brasil à Fifa pedindo o seu afastamento do posto de interlocutor com o país nos preparativos para a Copa de 2014.
Gafes na carta à Fifa
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, foi o responsável por enviar a carta de protesto à Fifa. A carta, entretanto, foi enviada a Lausanne, onde fica a sede do Comitê Olímpico Internacional, e não a Zurique, onde fica a sede da Fifa.
Além disso, o nome do destinatário foi escrito errado: o Ministério do Esporte endereçou a carta a “Josef Sepp Blatter”, mas o nome do presidente da Fifa é Josef Blatter. Sepp é apelido do primeiro nome do homem mais poderoso do futebol mundial.
Fonte: Band
Obstáculos olímpicos no Rio de Janeiro
Plano de construção de Parque Olímpico ressuscita fantasma das remoções e expõe dificuldade de preparativos para eventos esportivos na capital fluminense
O governo brasileiro celebrou os planos de construção de um “Parque Olímpico”, que contará com um parque aquático e vilas atléticas, promovendo a construção como “uma nova porção da cidade”.
Só havia um problema: as 4 mil pessoas que vivem na porção do Rio de Janeiro na velha favela que a cidade quer destruir. Recusando-se a aceitar seu destino em silêncio, os moradores levaram sua luta aos tribunais e ruas da cidade, e se tornaram uma pedra no sapato do governo nos últimos meses.
“O governo acha que progresso significa demolir nossa comunidade por conta de um evento que durará algumas semanas”, diz Cenira dos Santos, 44, que tem uma casa na comunidade conhecida como Vila Autódromo. “Mas nós os surpreendemos com nossa resistência”.
Para muitos brasileiros, sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 é a expressão máxima da elevação nacional no cenário mundial, e os eventos são símbolos perfeitos do progresso econômico e da nova posição do país no cenário internacional.
Mas algumas das forças que justificam o crescimento democrático do Brasil como um poder regional – a vigorosa expansão da classe média, a independência da mídia, e as expectativas cada vez maiores da população – são problemas para as preparações de ambos os eventos.
Obras quase sempre paradas
Nas obras dos estádios, operários – que também querem sua porção da riqueza que começa a surgir na sociedade brasileira – recentemente fortalecidos pelos índices de desemprego mais baixos da história, estão cada vez mais buscando aumentos salariais.
Os sindicatos já realizaram greves, em pelo menos oito cidades nas quais estádios para a Copa estão sendo construídos ou reformados, e os atrasos na construção estão aumentando os problemas com a FIFA, e fazendo com Jerome Valcke, secretário-geral da organização criticasse o país com palavras que foram consideradas “ofensivas” pelo ministro dos Esportes, Aldo Rebello.
“Esses eventos deveriam celebrar os feitos do Brasil, mas o oposto está acontecendo”, diz Christopher Gaffney, um professor da Universidade Federal Fluminense. “Estamos vendo um padrão que se repete como um pesadelo, com os direitos dos mais pobres sendo ignorados e os orçamentos sendo ultrapassados”. A cultura política do país também ajudou a aumentar os atrasos, com escândalos de corrupção envolvendo figuras do alto escalão do esporte.
“Ninguém será removido, exceto por razões de extrema importância” diz Jorge Bittar, secretário municipal de habitação do Rio Janeiro. Ainda assim, o fantasma das remoções está mexendo com os ânimos dos ativistas, que afirmam que cerca de 170 mil pessoas podem ser obrigadas a deixar suas casas.
“A vila Autódromo não tem qualquer infraestrutura”, diz Bittar. “As ruas não são asfaltadas, e a rede de esgotos desemboca diretamente na lagoa, sem qualquer tratamento. È uma área de condições absolutamente precárias”. Jornalistas entraram na briga, relatando que o governo municipal pagou mais de US$ 11 milhões a duas imobiliárias para que elas realocassem os residentes da Vila Autódromo. Ambas as companhias doaram dinheiro para a campanha do atual prefeito Eduardo Paes, que não admitiu nenhum erro no procedimento, mas cancelou a compra dos terrenos.
Ainda assim, o governo diz que pretende derrubar construções no local para construir ruas ao redor do Parque Olímpico. “Somos vítimas de um evento que não queremos”, diz Inalva Mendes Brito, uma professora, moradora da Vila Autódromo. “Mas talvez, se o Brasil souber respeitar nosso direito de permanecer em nossas casas, os Jogos Olímpicos acabem sendo algo digno de celebração no fim das contas.
Fonte: The New York Times
Os covardes e seu medo do passado e da verdade
Luiz Eduardo Rocha Paiva é um dos que negam o passado. E, não satisfeito, vai além: trata de negar a verdade, que não costuma merecer o respeito dos covardes. Nega que Vladimir Herzog tenha sido trucidado na tortura. Diz duvidar que a presidente Dilma Rousseff tenha sido torturada. Nega que este país viveu debaixo de uma ditadura ao longo de longos 21 anos. E diz tamanhos disparates ao mencionar ações da resistência armada à ditadura que fica difícil concluir se mente de verdade ou apenas está enganado, por falta de conhecimento.
Em dezembro, o Uruguai, em respeito a acordos internacionais assinados pelo país reconhecendo que crimes de lesa-humanidade cometidos por agentes do Estado são imprescritíveis, abriu brechas em sua esdrúxula lei de anistia para investigar seqüestros, assassinatos e torturas cometidos durante a última ditadura militar e punir os responsáveis. Na ocasião, o general Pedro Aguerre, comandante do Exército uruguaio, disparou uma frase contundente: “Quem nega o passado comete um ato de covardia”.
Lembrei da frase ao ver a formidável demonstração de covardia que está embutida na insolência do manifesto assinado por oficiais da reserva e, muito especialmente, pela impertinente mostra de cinismo oferecida por um general também da reserva, chamado Luiz Eduardo Rocha Paiva.
Antes de abandonar a caserna, esse cidadão passou 38 de seus 62 anos de vida como oficial da ativa. Espetou no peito as condecorações de praxe, ocupou postos de destaque (entre janeiro e julho de 2007, por exemplo, na segunda presidência de Lula da Silva, foi secretário-geral do Exército), fez um sem-fim de cursos altamente especializados. Ou seja: tem trajetória e transcendência dentro do Exército.
Luiz Eduardo Rocha Paiva é um dos que negam o passado. E, não satisfeito, vai além: trata de negar a verdade, que não costuma merecer o respeito dos covardes. Nega que Vladimir Herzog tenha sido trucidado na tortura. Diz duvidar que a presidente Dilma Rousseff tenha sido torturada. Nega que este país viveu debaixo de uma ditadura ao longo de longos 21 anos. E diz tamanhos disparates ao mencionar ações da resistência armada à ditadura que fica difícil concluir se mente de verdade ou apenas está enganado, por falta de conhecimento.
Não acontece por acaso essa insubordinação de militares da reserva (um dos arautos do movimento se vangloria de ter contado 77 oficiais generais entre os que assinaram a nota criticando duramente a presidente e desautorizando o ministro da Defesa, embaixador Celso Amorim). Além dos generais e brigadeiros (nenhum almirante), o manifesto reúne um significativo número de assinaturas de oficiais superiores (338 até a segunda-feira 5 de março) e outras muitas dezenas de subalternos. Pelo andar da carruagem, mais assinaturas se somarão. Com isso, torna-se cada vez mais difícil, em termos práticos, aplicar a correspondente punição, como pretende a presidente Dilma Rousseff. Mas há aspectos que chamam a atenção.
Chama a atenção, por exemplo, a inércia dos comandantes da ativa diante desse ato de nítida insubordinação. Afinal, onde está o tão incensado senso de disciplina que norteia os fardados? Desde quando passou a ser permitido a militares da reserva repreender rudemente a comandante suprema das Forças Armadas, prerrogativa Constitucional de Dilma Rousseff, ou negar autoridade ao ministro da Defesa?
Chama a atenção a não-coincidência de tudo isso acontecer às claras, rompendo as fronteiras dos comunicados, notas e manifestos que costumam coalhar a internet nas páginas mantidas pelas viúvas da ditadura, sempre em circuito fechado: agora, procuraram chegar à opinião pública mais ampla, e conseguiram.
Chamam a atenção a desfaçatez da afronta e a insolência da insubordinação, como se seus praticantes estivessem ancorados na certeza cabal da impunidade.
Chama a atenção, além do mais, o nítido e furioso temor da caserna diante da instalação da Comissão da Verdade.
Fonte: Carta Maior/Eric Nepomuceno
Relator desafia comissão da Câmara a aprovar reforma política
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) propõe a aprovação, nesta terça (6), do texto base que irá apresentar, com a proposta de adoção do financiamento público de campanha e do sistema de lista flexível para votação. Mas assegura que aceitará incluir no seu relatório os destaques apresentados pelos partidos que forem vitoriosos na votação. “O que não podemos é continuar empurrando o assunto com a barriga”, disse ele à Carta Maior.
Brasília - Várias variantes podem fazer com que a votação do projeto de reforma política, prevista para ocorrer nesta terça (6), seja, mais uma vez, postergada pelos membros da comissão especial criada pela Câmara para estudar o tema. Os deputados tanto podem pedir mais prazo para avaliar o relatório final do deputado Henrique Fontana (PT-RS), que sofreu novas alterações, quanto podem decidir engavetá-lo de vez e repassar a decisão final à população, por meio de um plebiscito, como propõe o grupo liderado pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).
O relator da matéria, porém, promete usar toda a sua habilidade política para garantir a votação imediata. “O Brasil precisa muito de uma reforma política. É por isso que eu desafio os partidos a votarem o relatório. Eu já me comprometi, inclusive, a aceitar todos os destaques que forem apresentados e submetê-los ao voto. O que não podemos é continuar empurrando o assunto com a barriga”, disse ele à Carta Maior.
A proposta de Fontana é que seu texto seja aprovado, na íntegra, para que, depois, as controvérsias, apresentadas na forma de destaques, sejam definidas em votação. O relatório prevê que, aprovada na Câmara, no Senado e sancionada, a lei seja submetida a um referendo, já agendado para o segundo semestre de 2013, para que a população dê ou não seu aval às mudanças.
“A característica do referendo é apresentar uma proposta concreta para que o eleitor avalie se a aprova ou se prefere manter tudo como está”, explica. Já o plebiscito é justamente o contrário: de tão genérico, ele torna-se inviável. Como nós iremos consultar a população, por exemplo, sobre sistema de governo? São, pelo menos, cinco, e cada um deles tem outras muitas variantes”, afirmou.
O relatório que será apresentado nesta teça (6) é a quinta versão elaborada pelo relator que, na busca de conseguir maioria para levá-lo à votação, já promoveu as mais diversas modificações no seu conteúdo, desde que a comissão foi criada, há um ano. O que permanece inalterado é a proposta de adotar o financiamento público das campanhas eleitorais, o que, segundo o deputado, irá diminuir a corrupção e proporcionar que candidatos sem recursos concorram em condições de igualdade com os demais.
Pela proposta, o financiamento das campanhas será 100% público, com forte redução dos custos e teto pré-definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um ano antes de cada eleição. Também há previsão de punições para o candidato que usar “caixa dois” para tentar burlar a norma. Atualmente, o Brasil adota o sistema de financiamento privado de campanha.
Quanto à votação, o relatório propõe a adoção do sistema de lista flexível. O eleitor votará apenas em um candidato ou em uma legenda, como já é feito hoje. A diferença é que, na hora da apuração, os votos dados para as legendas irão para os candidatos ordenados em listas pré-fixadas pelos partidos, por meio de consulta democrática entre os filiados. E não para os mais votados no pleito, como é hoje. “Os partidos apresentarão uma lista pré-ordenada, mas os eleitores terão o poder para mudar essa ordem”, explicou Fontana.
De acordo com ele, o sistema já é amplamente utilizado, com sucesso, em países como Dinamarca, Bélgica, Finlândia e Holanda. “Esse formato fortalecerá a democracia interna dos partidos”, avaliou.
Fonte: Carta Maior/Najla Passos
Argentina quer redirecionar BC para fomentar desenvolvimento
Projeto para reformar Banco Central da Argentina, anunciado pela presidenta Cristina Fernández de Kirchner diante do Congresso, pretende terminar com o modelo neoliberal no sistema bancário instalado pela ditadura de 1976 e aperfeiçoado pelo menemismo durante os anos noventa. Projeto propõe um Banco Central que intervenha no desenvolvimento econômico com equidade, estabilidade financeira e crédito produtivo. A presidenta argentina defendeu que os BCs devem acrescentar à sua tradicional responsabilidade em política monetária um papel de “forte intervenção na economia”.
Buenos Aires - O projeto para reformar a Carta Orgânica do Banco Central da República Argentina (BCRA), anunciado pela presidenta Cristina Fernández de Kirchner diante do Congresso, na quinta-feira passada, é um dos anúncios mais relevantes em matéria econômica tendentes a terminar com o modelo neoliberal no sistema bancário instalado pela ditadura de 1976 e aperfeiçoado pelo menemismo durante os anos noventa. Um projeto que tem como objetivo enterrar as idéias da lei de convertibilidade impostas em 1992, propondo um Banco Central que intervenha no desenvolvimento econômico com equidade, estabilidade financeira e crédito produtivo.
Em seu discurso no Congresso Nacional, a Presidenta frisou que os bancos centrais deviam acrescentar à sua tradicional responsabilidade em política monetária um papel de “forte intervenção na economia”.
“Em 1992 se suprimiram todas suas funções de orientação do crédito, imobilizando o Estado neste papel, e esse poder foi parar nas entidades financeiras, nos bancos e, por isso, aconteceu o que aconteceu na Argentina e no mundo inteiro. O resultado disso se chamou Consenso de Washington”.
De concreto, se for aprovado, o Banco Central terá como meta preservar o valor da moeda, além de somar à estabilidade financeira e ao desenvolvimento econômico com equidade social. Poderá regular e orientar o crédito outorgado aos bancos, estabelecendo as condições em termos de prazos, taxas de juros, comissões e cargos. Com isto, o BCRA recuperará seu papel histórico na promoção do crédito produtivo. Também enterrará formalmente o manual ortodoxo “Metas de Inflação”, que diminui a autonomia da política cambial e expõe a economia à instabilidade dos mercados financeiros.
A presidenta explicou que a iniciativa aponta registrar no marco normativo o atual funcionamento da política macroeconômica. Junto com a ampliação dos objetivos do banco eliminam-se os resíduos da convertibilidade. Para isto, se modificará a obrigação de manter uma relação direta entre a base monetária –dinheiro e depósitos na economia - e a quantidade de reservas. O um-por-um será substituído por uma nova forma de determinar o nível de reservas ótimas. O projeto dispõe que, quando o estoque de divisas supere este ponto, o excedente poderá ser destinado ao pagamento de vencimentos da dívida externa. Não obstante, embora o projeto estipule que só se poderá utilizar para pagar a dívida, o fato de que o BCRA possa cobrir boa parte do vencimento da dívida, implica uma economia significativa e abre uma porta para aplicar em diversos fins como, por exemplo, a reestatização da indústria nacional, privatizada nos anos noventa.
Um dos pontos para fortalecer o papel do BCRA no novo paradigma econômico é a ampliação de seu mandato com o objetivo de perseguir objetivos múltiplos. Estas mudanças recuperarão metas existentes no organismo desde sua criação, em 1935, com governos de diferentes orientações políticas, como o pleno emprego, o crescimento econômico e o desenvolvimento. Esta busca do desenvolvimento econômico com equidade social contempla um amplo espectro de objetivos, como a criação de emprego, o crescimento econômico, a distribuição de renda e também a questão do meio ambiente.
“A atual Carta Orgânica do Banco Central está dissociada do modelo produtivo que persegue metas de inflação sem atender a economia real. A nova normativa deixa em letra escrita que a autoridade monetária passará a ter como objetivo principal a estabilidade monetária, a estabilidade financeira e o desenvolvimento econômico com equidade social”, afirmou a presidenta do BCRA, Mercedes do Pont, ao jornal Página/12.
Segundo os especialistas, o Banco Central argentino continuará tendo como objetivo defender o valor da moeda, mas agrega outras metas que já foram aplicadas explicitamente por outros países depois dos nocivos efeitos da crise financeira, e evitando o exemplo do Banco Central Europeu, uma entidade considerada excessivamente ortodoxa, demasiado preocupada com a inflação, que inclusive chegou a subir a taxa de juros na Europa quando estava à beira da recessão.
Outro aspecto interessante é o impulso ao crédito. Na Argentina, o crédito representa somente 14% do PIB, um dos percentuais mais baixos em nível regional, e estão concentrados nos setores que mais rentabilidade oferece aos bancos: o consumo e o comércio exterior. A proposta outorga um papel ativo na promoção do crédito produtivo de longo prazo. Para isso, poderá regular as condições dos empréstimos, estender prazos, fixar tetos para as taxas de juros, orientar o destino a qualquer setor produtivo ou região, limitar as comissões e os cargos. “Não existem exemplos no mundo de recuperação econômica exitosa onde o crédito ao investimento de longo prazo não tenha exercido um papel transcendental no processo de desenvolvimento”, sustentam as autoridades econômicas do país.
Neste aspecto, a ministra da Indústria, Débora Giorgi, assegurou que esta reforma permite orientar o sistema financeiro para investimentos produtivos. “O capital dos bancos deve ser dirigido para financiar a economia real, para aprofundar a reindustrialização e a geração de mais postos de trabalho”, sustentou a autoridade.
Este projeto impulsiona também mudanças para prevenir o abuso na relação entre o sistema financeiro e seus clientes. A nova norma incorpora às funções do BCRA a necessidade de limitar a concentração do sistema financeiro e evitar o abuso de posições dominantes. Assim, a autoridade monetária colaborará ativamente com as Comissões Nacionais de Defesa do Consumidor e Defesa da Competição. Também amplia a incompatibilidade para qualquer negócio financeiro e quem chegue à diretoria do Banco Central deverá renunciar a outras atividades do setor. A iniciativa também estimula o papel de supervisionar do organismo, assim como auditar todo o sistema bancário e as fusões e aquisições entre entidades.
“A ruptura com o legado dos anos 90 implica restituir ao Banco Central seu papel histórico na promoção do crédito produtivo acompanhando as políticas formuladas pelo governo. Será uma das funções estratégicas para garantir a estabilidade monetária, sustentar o crescimento econômico e caminhar para o desenvolvimento e o pleno emprego. É o mesmo que se definia na norma de 1992 e que postula em sua carta orgânica a Reserva Federal, banco central norte americano, referência para desorientados pelos alertas de espanto de porta-vozes de banqueiros e ex-presidentes do BCRA, sempre tão próximos dos interesses do mundo das finanças”, ironizou o editoralista Alfredo Zaiat, do Página/12.
Tradução: Libório Junior
Fonte: Carta Maior/Francfisco Luque, de Buenos Aires
Magos dos efeitos visuais de Hollywood juntos no Anhembi
Os melhores artistas digitais do mundo estarão em São Paulo, dias 10 e 11 de março (sábado e domingo), para a realização do maior evento de computação gráfica da América Latina.
Em sua 2ª edição, o The Union traz ao Anhembi alguns dos profissionais consagrados internacionalmente, responsáveis pelos efeitos visuais dos principais blockbusters do cinema.
Entre eles: o brasileiro Alex Cancado, que trabalhou em filmes como “Piratas do Caribe 3”, “Capitão América” e “Thor”; Neville Page, concept designer, conhecido pelo trabalho no filme “Avatar”, e Darrin Krumweide, especialista em modelagem de veículos, como o Batmóvel do filme “Batman Forever”.
Veja a programação:
Data: 10 e 11/mar/12 (sáb. e dom.)
Horário: 10h às 20h
Local: ANHEMBI PARQUE
Palácio das Convenções
Av. Olavo Fontoura, 1209
Estacionamento:
Portão Principal (38)
carros R$30 | motos R$20
Preço: de R$150 a R$850
Fonte: SP Turis
Nove horas diárias de jornalismo e correspondente em Londres são novidades da Record
Na noite desse domingo, 5, a TV Record divulgou a nova programação durante o ‘Domingo Espetacular’. O noticiário fará parte dessas novidades, com a entrada de mais um apresentador para o ‘Esporte Fantástico’, a ida da repórter Adriana Araújo à Inglaterra e nove horas diárias de jornalismo durante as Olimpíadas de Londres.
A partir do dia 10 deste mês, o narrador Maurício Torres vai entrar para a equipe de apresentadores do ‘Esporte Fantástico’, noticiário esportivo exibido nas manhãs de sábado, ao lado de Mylena Ciribelli e Claudia Reis. A mudança no formato do programa vai ocorrer para dar mais destaque à cobertura dos preparativos dos jogos olímpicos de 2012. “Olimpíadas de Londres: exclusivo aqui na Record”, ressaltou Torres.
Adriana Araújo será correspondente em Londres.
(Imagem: Reprodução/TV Record)
O evento esportivo também servirá para aumentar o espaço noticioso na programação da Record. A emissora informou que terá nove horas diárias de jornalismo durante as Olimpíadas deste ano, que serão realizadas de 27 de julho a 12 de agosto. Atualmente, com a produção de ‘Balanço Geral’, ‘SP no ar’ (muda o nome conforme a praça), ‘Fala Brasil’, ‘Record Notícias’ e ‘Jornal da Record’, os telejornais são responsáveis por 7 horas da programação.
Ex-correspondente da TV Record em Nova York (EUA), a jornalista Adriana Araújo voltará a trabalhar no exterior. Ainda neste semestre, ela será a mais nova profissional a ter a responsabilidade de acompanhar, e noticiar, de perto o que ocorre na cidade-sede das Olimpíadas de 2012. A ida dela, entretanto, não fará com que a atual correspondente da emissora em Londres, Thais Furlan, deixe de ocupar a função. As duas reportarão os últimos fatos da capital do Reino Unido.
A apresentadora do ‘Jornal da Record’, Ana Paula Padrão, deixará a bancada em alguns momentos, pois a emissora confirmou que ela passará a produzir mais reportagens especiais, boa parte fora do País. ‘O voto na Record’, seção criada para cobrir temas relativos às eleições municipais e o pleito americano - para definir quem será o próximo presidente dos Estados Unidos –, também fará parte da nova programação da Record.
Fonte: Comunique-se/Anderson Scardoelli
Jornalista da Veja afirma que é chamado de canalha e de direita por ser independente
Em entrevista ao ‘Veja Entrevista’, que foi publicada na noite de sexta-feira, 2, o colunista da Veja.com, Ricardo Setti, afirmou que sofre diversas críticas por ser jornalista independente. Ele disse, durante a conversa com Augusto Nunes, que o modelo “lulo-petismo” adotado no Brasil fez com que o profissional democrata fosse considerado uma figura inexistente.
Ricardo Setti foi entrevistado para o 'Veja Entrevista'.
Setti ressaltou que o principal problema é fazer análises negativas do governo Lula. “Basta ver o que acontece com a gente, Augusto. Nós dois somos jornalistas independentes, que temos nossos blogs, e quando a gente escreve contra o esquema que está aí montado, que é o lula-petismo, somos atacados de canalhas, a favor do imperialismo, direita hidrófoba", comentou. "Simplesmente, estamos expondo a nossa opinião”, continuou.
Nunes também comentou sobre as consequências e a definição que é imposta aos críticos de governantes no País. “Eles não admitem a existência do democrata. Ou é de direita, a serviço do imperialismo ianque, ou é de esquerda, lutando pelo povo. Não tem o caminho do meio”, reclamou o apresentador do ‘Veja Entrevista’.
Conversas com Vargas Llosa
Dividida em cinco blocos, o assunto sobre o fato de ser jornalista crítico ocupou, no entanto, pouco tempo da atual edição do ‘Veja Entrevista’. Quase a totalidade dos 23 minutos da produção foi sobre o livro que Setti lançou em novembro do ano passado, Conversas com Vargas Llosa – Antes e depois do Nobel. Na obra, o colunista da Veja.com traz relatos do escritor peruano Mario Vargas Llosa, de 75 anos, que venceu o Prêmio Nobel de Literatura de 2010.
Fonte: Comunique-se/Anderson Scardoelli
Liberado imóvel para instalação da Coordenadoria Regional de Perícias em Santana do Livramento
O Governo do Estado tomou posse ontem, segunda-feira (05), de um imóvel de aproximadamente 500 m² de área construída, no centro da cidade de Santana do Livramento, fronteira com o Uruguai. O prédio, totalmente reformado, de acordo com o projeto elaborado pelos técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), passa a sediar a Coordenadoria Regional de Perícias e foi adquirido pelo sistema de permuta.
Os equipamentos e mobiliário para as novas instalações estão em fase final do processo licitatório, por meio do projeto 761538/2001, celebrado entre o Governo do Estado/Secretaria da Segurança Pública e o Governo Federal/Ministério da Justiça/Secretaria Nacional de Segurança Pública, de acordo com a Enafron - Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras.
Nos dias1º e 02 de março, Rodrigo Leffa Vieira, diretor administrativo e Jackson Dambrowski, supervisor técnico-substituto do IGP, realizaram a vistoria no prédio, localizado na rua Silveira Martins, 336, observando os detalhes técnicos da edificação. O local vai abrigar o Posto de Identificação, Médico Legal e Posto de Criminalística, sediado em Livramento, mas que prestará serviços em âmbito regional.
Fonte: Redação Secom (51) 3210-4305/Norberto Peres
Vasco só pensa em vitória contra o Alianza Lima
O Vasco enfrfenta na noite desta terça-feira (6) o Alianza Lima pela Taça Libertadores da América precisando da vitória a qualquer preço e entre os jogadores mais animados o atacante Alecsandro, que completou 50 jogos com a camisa vascaína e só em 2012, em 11 jogos até o momento, já marcou dez gols, sendo o artilheiro do Campeonato Estadual, até o momento.
O camisa 9 chegou ao clube no meio da temporada do ano passado e teve grande importância no título da Copa do Brasil, marcando gols nos dois jogos da decisão. Caracterizado por sempre fazer gols em partidas decisivas, Alecsandro espera manter a boa fase e aumentar a média de praticamente um gol a cada dois jogos pelo Gigante da Colina.
"Fico muito feliz de poder atingir essa marca aqui no clube. Estou com uma boa média de gols por partidas, o que sempre consegui por todos os clubes por onde passei. Espero manter ou até melhorar essa marca até o final do ano. E claro, buscar mais títulos para entrar para a história do Vasco", disse o atacante.
Já o técnico Cristovão Borges mantém um otimismo mais cauteloso. Sabe que o time peruano não passa por uma boa fase técnica e financeira, mas acha que todo cuidado é pouco em se tratando de jogos pela Libertadores da América. Cristóvão acha que problemas do Alianza Lima não vão facilitar vida do Vasco e espera marcação forte sobre o lateral-direito Fágner, responsável pelas principais jogadas ofensivas do time de São Januário.
"É uma equipe bem montada, obediente taticamente e acredito que vai levar a campo o mesmo esquema de jogo, de cuidados defensivos", disse o técnico.
Vasco x Alianza Lima
Local: Estádio de São Januário
Horário: 21h45m
Árbitro: Diego Abal (ARG)
Transmissão: Rádio Globo/CBN
Vasco: Fernando Prass, Fágner, De$é, Rodolfo e Thiago Feltri; Nílton, Eduardo Costa, Juninho e Diego Souza; William Barbio e Alecsandro. Técnico: Cristóvão Borges.
Alianza Lima: Libman, Garagay, Ávila, Correa e Ibáñez; González, Hurtado, Montaño e Albarracín; Salcedo e Fernandez. Técnico: Jorge Soto.
Fonte: Agência Rio
PIB brasileiro cresce decepcionantes 2,7% em 2011
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 2,7% em 2011 em relação ao ano anterior, totalizando R$ 4,143 trilhões. O dado foi divulgado nesta terça-feira (6), no Rio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Sob a ótica da produção, o destaque do PIB em 2011 foi a agropecuária, que cresceu 3,9%. Os demais setores também apresentaram expansão: indústria (1,6%) e serviços (2,7%). Isso também ocorreu com o PIB sob a ótica da demanda, com crescimento no consumo das famílias (4,1%), no consumo do governo (1,9%) e na formação bruta de capital fixo, isto é, nos investimentos (4,7%).
Avaliando apenas o quarto trimestre de 2011, houve expansão de 0,3% em relação ao trimestre anterior e de 1,4% em relação ao último trimestre de 2010. Segundo o IBGE, o PIB de 2010 havia crescido 7,5%.
Ainda de acordo com a instituição, enquanto o PIB do Brasil cresceu 2,7%, a expansão média mundial, de acordo com uma projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi 3,8%. O país também teve crescimento inferior ao da China (9,2%), Índia (6,9%), Coreia do Sul (3,6%), África do Sul (3,1%) e Alemanha (3%). No entanto, o Brasil cresceu mais que países como os Estados Unidos (1,7%), a França (1,7%), o Reino Unido (0,8%), a Espanha (0,7%), Itália (0,4%) e Portugal (-1,5%).
Fonte: Agência Rio
Poupança tem captação negativa em fevereiro
Contas receberam durante o mês depósitos de R$ 87,816 bilhões, mas os saques alcançaram R$ 88,228 bilhões e superaram as aplicações
As cadernetas de poupança encerraram o mês de fevereiro de 2012 com captação líquida negativa de R$ 412,520 milhões. Dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central (BC) mostram que as contas receberam durante o mês depósitos de R$ 87,816 bilhões, mas os saques alcançaram R$ 88,228 bilhões e superaram as aplicações.
Apesar de negativo, o resultado do mês passado é melhor que o observado em fevereiro de 2011, quando a poupança havia registrado captação líquida negativa de R$ 745,273 milhões.
O BC também informou que as contas existentes registraram em fevereiro de 2012 rendimento de R$ 2,346 bilhões. Com isso, o mês terminou com saldo total de R$ 424,333 bilhões no conjunto de todas as cadernetas existentes no Brasil. No acumulado dos dois primeiros meses de 2012, as cadernetas registram saída de R$ 415,358 milhões das contas.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
Ciclistas convocam protesto nacional
Em Curitiba, o ato começa às 19 horas, no pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Ciclistas de pelo menos 37 cidades brasileiras prometem realizar hoje uma manifestação pedindo segurança e políticas públicas adequadas para a bicicleta. Entre elas, seis cidades do Paraná: Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Laranjeiras do Sul. Na capital, o ato começa às 19 horas, no pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Centro, e foi convocado pela internet. Até o fechamento desta edição, 483 pessoas haviam confirmado presença no evento.
As mortes de cinco ciclistas na última sexta-feira motivaram o agendamento do protesto. Os casos ocorreram em São Paulo, Pará, Brasília, Pernambuco e Santa Catarina. O caso de maior repercussão foi a morte da bióloga Juliana Ingrid Dias, de 33 anos, atropelada por um ônibus em plena Avenida Paulista, no coração de São Paulo. Ela teria se desequilibrado após ser fechada por um ônibus e caiu da bicicleta, sendo atingida por outro ônibus. O motorista do primeiro veículo foi indiciado por homicídio culposo e responde ao processo em liberdade.
Veja os locais e horários das manifestações no interior do Paraná:
- Maringá: 19 horas, Praça da Catedral;
- Londrina: 19 horas, Ponte da Avenida Higienópolis, Lago 2;
- Laranjeiras do Sul: 19 horas, em frente do Lodi – Casa do Ciclista;
- Ponta Grossa: 19h30, no Parque Ambiental;
- Cascavel: 18h30, em frente da Catedral.
Segundo o coordenador geral da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (Cicloiguaçu), Goura Jorge Brand, a ideia do movimento é chamar a atenção para um problema que é nacional. Para Goura, as mortes não foram apenas acidentes. Segundo ele, aconteceram por uma “falha geral da organização urbana do país como um todo”, principalmente da escolha prioritária do automóvel como foco das políticas de transporte urbano.
Curitiba
Problemas locais devem estar na pauta da bicicletada. Primeira cidade a contar com um sistema de ciclovias no Brasil, à época criado para fins de lazer, a capital não evoluiu esse sistema a ponto de torná-lo viável como modal de transporte. Hoje, 3% da população curitibana usa bicicleta para se locomover até o trabalho. Em Copenhague, na Dinamarca, esse número chega a 36%.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
Casa é destruída por incêndio em Maringá
Residência na Vila Operária estava desocupada e ninguém ficou ferido durante o incêndio
Uma residência foi destruída por um incêndio na tarde de segunda-feira (5), na Vila Operária, em Maringá. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 15h40 em uma casa de madeira da Rua Neo Alves Martins, logo em frente ao Ministério do Trabalho.
Nenhuma pessoa foi encontrada no local no momento em que os bombeiros combatiam o fogo. No portão, uma placa avisava que a residência estava sendo alugada. As causas do incêndio estão sendo apuradas.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
Nurce prende comerciante acusado de desmanche e adulteração de veículos
Homem foi detido em flagrante com veículos roubados e furtados. Ele é proprietário de recuperadora de peças automotivas
O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) prendeu em flagrante um comerciante acusado de desmanche e adulteração de veículos, na manhã desta terça-feira (6), em Maringá. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e em mais três endereços de uma recuperadora de peças automotivas de propriedade do suspeito.
De acordo com o Nurce, na residência de Edvaldo Aparecido Gazola, conhecido como "Polaco", foram encontrados dois veículos - um furtado em São José do Rio Preto (SP) e outro roubado em Flórida (PR).
Em um dos endereços da empresa de Gazola, no Jardim Ebenezer, outro veículo furtado no estado de São Paulo foi encontrado semi-desmanchado. Também foram encontrados alguns motores com sinais de adulteração.
"Os policiais estão averiguando os produtos encontrados. O Nurce ainda vai ouvir o acusado e em seguida ele deve ser encaminhado para a delegacia da 9ª SDP [Subdivisão Policial]", contou o investigador do Nurce, Valter de Souza, na manhã desta terça-feira (6).
Segundo informações da polícia, Gazola já teria passagens pelo mesmo crime.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
Acidentes aéreos crescem 150% em dez anos
Cenipa registrou 156 tragédias envolvendo aeronaves em 2011, com 90 mortes. Para especialistas, explicação está no aumento da frota e na fiscalização deficiente
O ano de 2011 terminou com um saldo bastante negativo para a aviação brasileira. Não apenas pelo aumento de 41% na quantidade de acidentes em relação ao ano anterior, mas principalmente por registrar o maior número absoluto de ocorrências em dez anos. Foram 156 acidentes aéreos, quase 150% a mais que em 2002, que teve 63 casos. Já a quantidade de aeronaves registradas e que trafegam pelo espaço aéreo brasileiro cresceu em uma proporção bem inferior, de 30% durante o mesmo período.
Os números fazem parte do relatório de 2011 do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Das 156 ocorrências registradas no ano passado, 130 envolveram aviões, enquanto as outras 26, helicópteros.
Deficiência
Falta de estrutura estatal dificulta fiscalização
A falta de fiscalização do poder público também aparece entre as causas apontadas por especialistas para o aumento no número de acidentes envolvendo o transporte aéreo. Com uma estrutura deficitária, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por esse serviço, não estaria conseguindo detectar e combater as deficiências no setor.
Gustavo Cunha Mello, especialista em gerenciamento de riscos, lembra que nos últimos anos cresceu o volume de empresas de táxi aéreo, muitas das quais enfrentando dificuldades para se manter. “Essas empresas sobrevivem voando sem manutenção e sem aeronaves adequadas. Logicamente, isso vai resultar em mais acidentes.” Uma das alternativas, na opinião do especialista, seria o governo federal abrir linhas de financiamento para essas empresas renovarem suas frotas.
O professor Guido César Carim Júnior diz enxergar um conjunto de ações para melhorar a fiscalização sobre o transporte aéreo, mas acredita que a estrutura da Anac não está à altura das suas atribuições. “Apesar desse esforço, a demanda da Anac é muito grande: vai desde a fiscalização de aeronaves até o funcionamento dos aeroportos. Falta mão de obra para isso”, afirma. (AG)
Interatividade:
Como tornar mais eficiente a fiscalização do tráfego aéreo e reduzir a incidência de acidentes?
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não considera os números absolutos de acidentes envolvendo aeronaves para avaliar o nível de segurança do espaço aéreo brasileiro. Para o órgão, um aumento na quantidade de acidentes não significa necessariamente uma redução na segurança das operações, dado o crescimento da frota. Um dos indicadores utilizados pela agência é a relação entre o total de acidentes fatais e o consumo de combustível, que manteria o país dentro de uma média nos últimos anos.
Através de sua assessoria de comunicação, a Anac explicou que utiliza o indicador reativo, número que resulta da quantidade de acidentes com fatalidade para cada 100 mil metros cúbicos de combustível consumido. Atualmente, esse índice está em torno de 0,39, sendo que no ano passado foi de 0,33. A expectativa da agência é encerrar 2012 na casa de 0,33, mantendo assim a média dos últimos três anos.
Outro cálculo utilizado para medir o nível de segurança é a média de acidentes fatais com grandes aeronaves nos últimos cinco anos. Neste caso, o Brasil apresenta índice de 0,54 acidente por milhão de decolagens. A meta estabelecida pela Organização da Aviação Civil Internacional para os países das Américas do Sul e Central é de não mais que um acidente por milhão de decolagens. Esse índice, porém, não abrange a aviação geral, que inclui aeronaves privadas, de instrução, agrícolas e públicas. (AG)
Desde 2003, segundo o Cenipa, esses acidentes deixaram um saldo de 915 mortos, mais da metade registrada nos anos de 2006 e 2007. Foram nesses anos que ocorreram as duas maiores tragédias da aviação brasileira, a queda de um avião da Gol no norte do Mato Grosso e o choque de uma aeronave da TAM contra um barracão no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Com exceção desses dois períodos, o ano de 2011 foi o que acumulou o maior volume de óbitos ao longo desses dez anos, 90 ao todo.
Para Gustavo Cunha Mello, especialista em gerenciamento de riscos com experiência na área de aviação, um dos fatores preponderantes para o crescimento dos acidentes é a evolução da frota. “O crescimento da economia fez com que aumentasse significativamente a frota de jatos executivos. E as pessoas que pilotam essas aeronaves não têm a mesma experiência que os pilotos de grandes companhias”, aponta.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o total de aeronaves registradas no país passou de 10,6 mil em 2002 para 13,8 mil no ano passado. Pelos dados do Cenipa, o porcentual de aeronaves envolvidas em acidentes está em ascensão, mas ainda é inferior ao verificado em 2001. Nesse ano, 0,43% da frota estava envolvida em acidentes fatais, enquanto 0,58% sofreram perda total. No ano passado, os respectivos índices foram de 0,23% e 0,28%.
Coordenador do Departamento de Treinamento de Voo da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Guido César Carim Júnior prefere ver os números com cautela. Para ele, o levantamento do Cenipa não permite uma análise mais aprofundada sobre os riscos aos quais está exposta a aviação brasileira. “Os números absolutos podem mascarar o que está acontecendo. O ideal seria que fossem levantadas as causas desses acidentes para, a partir dessas informações, determinar estratégias e políticas públicas para o setor.”
Histórico
O Paraná registrou pelo menos quatro acidentes aéreos graves no ano passado, com oito mortes. Em Londrina, um bimotor com três ocupantes caiu pouco depois da decolagem. Outras três pessoas morreram após uma tentativa de aterrissagem forçada de um bimotor na cidade de Ângulo, na região de Maringá.
Em Curitiba, dois acidentes ocorreram na base aérea do Bacacheri. No primeiro, um avião de pequeno porte caiu sobre uma casa, matando o piloto. Em outro, uma aeronave que fazia acrobacias bateu no solo durante a apresentação.
Na contramão da estatística mundial
Enquanto no Brasil as estatísticas de acidentes aéreos atingiram altos índices, ao redor do mundo os números revelam uma situação inversa. Segundo levantamento divulgado no fim do ano passado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), os indicadores globais de segurança no transporte aeroviário tiveram em 2011 seu melhor resultado nos últimos anos.
Até 30 de novembro do ano passado foram contabilizados 22 acidentes aéreos graves no mundo, os quais provocaram a morte de 486 pessoas, entre passageiros e tripulantes. Em 2010 haviam sido registrados 23 casos, totalizando 786 mortes. Já em 2006, 855 pessoas morreram em um total de 20 acidentes. Acusando uma melhoria de quase 50% em relação aos 11 primeiros meses do ano passado, a Iata considerou que 2011 foi, proporcionalmente em números, o ano mais seguro para o transporte aéreo mundial. Segundo o órgão, todas as regiões, incluindo a África, que historicamente é a mais perigosa para o transporte aéreo, tiveram uma queda proporcional no número de fatalidades.
A Iata contabiliza dados desde 1945, mas só os divulga desde 2001. O órgão mensura a performance de segurança dos seus países-membros pelo número de acidentes e aeronaves perdidas em relação à quantidade de decolagens realizadas no mundo. Atualmente, 240 companhias áreas integram a associação, operando em 118 países e responsáveis por cerca de 84% do tráfego aéreo global.
Para o professor Guido César Carim Júnior, é difícil traçar um comparativo de segurança aérea entre o Brasil e os demais países do mundo, visto que são utilizados critérios diferentes para avaliar as estatísticas. “Um único indicador nunca vai mostrar se o sistema aeroviário é seguro ou não. Investigar as causas e circunstâncias dos acidentes é o único caminho para se ter um cenário mais claro”, pondera.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
Mais que vaidosa, curitibana é voltada ao autocuidado e à autoestima
Quase 40% das mulheres entrevistadas praticam exercício físico, a maioria está feliz com sua aparência e não mudaria nada em seu corpo. Saiba mais sobre a pesquisa feita exclusivamente para o Viver Bem, que mostra quem é a mulher que vive em Curitiba
Na Semana da Mulher, o Viver Bem se propôs a entender melhor a curitibana. O que ela faz, com quem mora, como anda a sua relação com a feminilidade, sua autoestima, enfim, quem é. Com essas perguntas em mente, encomendamos ao instituto Paraná Pesquisas um levantamento sobre seus hábitos, rotina e comportamento. De segunda-feira a quinta-feira, mostramos para você os resultados desta pesquisa, que contou com 410 entrevistas com mulheres acima dos 18 anos, entre os dias 21 a 24 de fevereiro, em Curitiba.
Uma mulher que gosta de se cuidar
A curitibana está muito mais voltada ao autocuidado e à autoestima do que à vaidade, na opinião da psicóloga Sandra Moreira de Oliveira, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). "A essência da palavra vaidade vem de vácuo, vazio. É o que se liga só à aparência, é superficial", diz. Mas, para ela, os números mostram uma mulher preocupada também com a saúde - quase 40% praticam exercícios físicos, 16% delas diariamente. Veja os números:
Na bolsa, sempre o batom
Os dados também apontam para questões muito ligadas ao universo feminino, avalia a psicóloga. Como a preferência de 56% das entrevistadas por levar batom na bolsa. "O batom é tão marcante do feminino que tem homens que não querem nem passar protetor labial", compara.
Espelho, espelho meu
O tempo gasto para se arrumar é outro indício - 56% precisam de 21 minutos a uma hora. "É uma coisa muito feminina da insegurança. A mulher quer estar segura quando sai. Começa a se vestir, acha que uma roupa está muito apertada, outra muito curta, muito longa... Quando vê, o armário todo está na cama. São atitudes típicas do feminino, mas nada exacerbado."
E apesar de muitas acharem que não têm tempo para cuidar de si, a boa notícia é que a maioria está feliz com o que vê no espelho e não mudaria nada em sua aparência. Isso é que é autoestima!
Família, família e família
Uma questão que chamou a atenção de Sandra faz parte do perfil das entrevistadas.
Quase 66% delas têm como prioridade na vida a família. "Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais", brinca. Numa sociedade que dá prioridade ao trabalho - hoje ninguém cria filhas para casar, mas para estudar e ser profissional - o número impressionou a psicóloga. Para o bem. "Eu particularmente acho muito bom. Tenho 30 anos de casada e acabei de voltar de uma viagem ótima com meu marido", revela.
Mas faz uma ressalva: "Talvez seja uma característica da mulher paranaense. Não sei se em São Paulo seria igual".
Fonte: Gazeta do Povo/PR
OAB denuncia PMs por tortura
Jovem de 19 anos, morador do Uberaba, diz ter sido agredido e acusado de roubo por policiais. Comando admite culpa e afasta dois suspeitos
Desde que foi liberado da delegacia, na madrugada de domingo, o servente de pedreiro Ismael Ferreira da Conceição se limita a andar do quarto para a sala. O jovem de 19 anos, que tem um problema na perna esquerda, passou a caminhar com ainda mais dificuldade. Ele se queixa de dores causadas por uma sessão de agressões e choques que durou cerca de cinco horas.
Em um relato corroborado pela família, vizinhos e advogada, Ismael diz ter sido seguidamente torturado por policiais militares – após supostamente ser confundido com um assaltante – dois dias depois da ocupação de 12 comunidades do Uberaba, ocorrida na última quinta-feira, na capital. O caso foi denunciado ontem pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná. O Comando da Polícia Militar reconheceu o fato e informou que dois PMs foram afastados preventivamente.
A dona de casa Lairi Inez Campiol, que dá abrigo a Ismael, mostra a casa no Uberaba supostamente revirada depois da passagem da polícia, no último sábado
Caso arranha credibilidade do programa UPS
Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a tortura sofrida por Ismael da Conceição tira a credibilidade da primeira Unidade do Paraná Seguro (UPS) instalada no estado. “Esse episódio coloca em dúvida se esse programa, que era necessário na cidade, terá condições de diminuir a violência nos bairros. Ainda mais quando os acusados são policiais militares”, afirma a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da seção Paraná da OAB, Isabel Mendes.
De acordo com ela, a denúncia partiu dos próprios moradores do bairro, que viram o jovem sendo levado pela polícia. “Acompanhamos o exame de corpo delito no Instituto Médico Legal e foi confirmado que o rapaz foi torturado. Ele apanhou e levou choques elétricos. Os policiais ainda colocaram um saco plástico em sua cabeça para ele ficar sem respirar por algum tempo”, relata Isabel.
A Comissão de Direitos Humanos da OAB comunicou oficialmente o fato à Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) na manhã de ontem. A secretária Maria Tereza Uille Gomes determinou que uma equipe da Seju acompanhasse Isabel até o Uberaba. (DA)
Porta-voz da PM reconhece que houve excesso
A Polícia Militar confirmou no fim da tarde de ontem que identificou dois policiais suspeitos de ser os responsáveis pela tortura do servente de pedreiro Ismael da Conceição no Uberaba. Segundo o major Antônio Zanata Neto, porta-voz da PM, será instaurado um inquérito policial para apurar de fato o que aconteceu. Se confirmada a culpa, os PMs envolvidos podem até ser expulsos da corporação.
“Um oficial da Polícia Militar foi até o Instituo Médico Legal e acompanhou o exame de corpo delito. Foi confirmado que houve tortura por parte da Polícia Militar”, admitiu o major. Para acompanhar o inquérito será solicitado o acompanhamento de um promotor público.
“É prematuro fazer um juízo de valor do que aconteceu. Vamos aguardar o término do inquérito, que deve ser concluído em 40 dias”, afirmou. A polícia contesta que a prisão tenha ocorrido no Uberaba.
Zanata pede para que a população denuncie casos de policiais que abusam do poder. “A sociedade deve denunciar para que possamos tomar as medidas cabíveis e esclarecer todos os fatos”, disse.
Diego Antonelli
“Tu tá preso”
Ismael conta que às 17 horas do último sábado recebeu um telefonema de um amigo convidando-o para sair. Ele havia acabado de chegar em casa após o fim da jornada de trabalho. De banho tomado, montou na bicicleta e foi em direção ao ponto de encontro, na casa de um deles.
Após pedalar por algumas quadras, foi avistado por uma viatura da PM que participa da Unidade do Paraná Seguro (UPS). Segundo ele, o veículo fez a volta e bloqueou a passagem. “Passou por nós, azar o seu. Cadê a arma?”, perguntou um dos policiais saindo da viatura. Ismael disse que não tinha qualquer arma. Outro policial o derrubou da bicicleta e, com o servente no chão, apertou-lhe a garganta. Outro deu um chute nas costelas e perguntou mais uma vez sobre uma arma.
Ismael respondeu pedindo para que os policiais o acompanhassem até em casa, onde poderia apresentar documentos. Foi então colocado no camburão. Segundo ele, xingamentos racistas começaram a pipocar, e se tornaram a forma-padrão de tratamento até o fim do cativeiro. O rapaz demonstrou preocupação com a bicicleta, que permanecia tombada na rua. “Tua bike já era. Tu tá preso”, comunicou um policial.
Dez minutos depois, a viatura chegou à casa de Ismael. A família do jovem vive em Piraquara, no entanto ele mora com os patrões. Cinco anos atrás, Ismael conheceu Cristiano, o filho cadeirante de Lairi Inez Campiol, 52 anos, e Celso Luís Pereira, de 36 anos, proprietários de uma pequena empresa de acabamentos em construção civil. Cristiano convidou Ismael para participar do time de basquete em cadeira de rodas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Quando os pais se mudaram para a região metropolitana, o que impossibilitaria a rotina de treinamentos, os pais do amigo o acolheram. E lhe deram um emprego.
Segundo Lairi, os policiais entraram na casa e começaram a vasculhar os cômodos, abrindo armários e jogando objetos no chão. Disseram que estavam procurando armas. “Temos um flagrante. Ele confessou que fez um assalto e a vítima já o reconheceu”, disse um PM. Enquanto isso, Ismael permanecia trancado na viatura estacionada do outro lado da rua. Ninguém podia vê-lo. Celso perguntou pelo funcionário. Os policiais foram até o camburão e retiraram o rapaz. Levaram-no até o quintal, mas não deixaram ninguém tocá-lo ou conversar com ele.
Violência
“Fui espancado, sufocado e levei choques”, diz vítima
Após a busca no imóvel, que se revelou infrutífera, a patrulha foi embora levando Ismael. Os donos da casa perguntaram o que seria feito do garoto. Os policiais informaram que ele estava preso, mas não revelaram para qual delegacia seria levado.
No meio da confusão que se formou na rua, um vizinho passou para o casal o número de telefone de uma advogada. “Nunca precisamos de um profissional da área criminalística, então não sabíamos o que fazer”, lembra Lairi Inez Campiol.
A advogada Raquel Farah, 46 anos, atendeu à ligação de Lairi enquanto se preparava para atender a uma ocorrência no 8º Distrito Policial. Ao ouvir a história, se comprometeu a tentar descobrir o paradeiro de Ismael.
O jovem, entretanto, não foi levado a uma delegacia. A primeira parada foi em um descampado. O servente diz ter identificado cinco policiais, que se alternaram distribuindo chutes, socos e estrangulamento. “Se você contar onde é a boca, a gente te solta”, teria dito um deles.
Após um tempo que o agredido é incapaz de estimar, foi mais uma vez trancado no carro. Ele lembra que ficou um bom período na viatura parada, dentro do porta-malas, como se os policiais tivessem retornado ao posto.
A próxima parada foi em uma construção pequena, com duas camas, três armários e um computador. Ismael supõe que se trata de um posto policial. Ali, segundo ele, voltou a ser agredido. Alguns rostos eram novos. Também foi submetido a choques no peito, nos genitais e na língua. “Vamos levar ele para a desova”, teria dito um dos homens. Ismael começou a rezar.
Na delegacia
“Eles desistiram de você”
Eram 21 horas quando Ismael da Conceição foi levado algemado até o Hospital Cajuru para tratar dos ferimentos. “Não diga que você está sentindo dor”, ameaçou o homem que o escoltava. Às 22h30, foi finalmente entregue ao 8º DP. A advogada Raquel Farah havia sido informada da chegada apenas 15 minutos antes.
Na delegacia, os PMs apresentaram uma arma de brinquedo como pertencente a Ismael. O que se seguiu, segundo a advogada, foi uma discussão entre policiais civis e militares, ouvida ao longe também por Lairi Campiol e Celso, que haviam acabado de chegar. Os agentes da delegacia apontavam a inconsistência da prova.
A vítima do assalto chegou para fazer o reconhecimento. Ismael foi colocado ao lado de dois outros detidos. Apesar de a roupa ser semelhante à do autor do roubo (tênis branco, calça jeans e camisa xadrez), o biotipo não batia. O assaltante era alto e magro, Ismael é mediano e troncudo.
A delegada de plantão o liberou às 4 horas da madrugada de domingo. Ismael não conseguia andar sozinho e estava zonzo. Foi embora carregado. “Eles simplesmente desistiram de você”, justificou um policial civil.
Pânico e revolta
Ao longo das 36 horas seguintes, Ismael e Lairi não voltaram a sair para a rua. A dona da casa não acredita que eles possam ser ameaçados novamente, mas Ismael está em pânico. Sua conversa é calma, mas os olhos permanecem sempre arregalados. Lairi entoa indignação. “A gente não pode aceitar isso. Senão vai ter mais vítimas”, avalia.
Ela lembra que na quinta-feira, dia da ocupação, a família ficou feliz ao ver a polícia no bairro. Imaginava que aquele seria o começo de um prolongado período de tranquilidade. “Nos tornamos vítimas, quando deveríamos estar recebendo proteção.” Na manhã de domingo, dois policiais da Unidade do Paraná Seguro – que nada têm a ver com o ocorrido – visitaram cada uma das casas da rua para perguntar aos moradores como eles avaliavam a atuação do destacamento. Lairi discorreu longamente sobre o que se passou com seu protegido. “Isso nós não estamos sabendo”, ponderou o patrulheiro.
Fonte:Gazeta do Povo/PR
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